sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Afastamento do prefeito de Braga é renovado por mais 180 dias


Mandados foram cumpridos nesta sexta-feira
   Mandados foram cumpridos nesta sexta-feira

A Procuradoria de Prefeitos e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumprem, nesta sexta-feira, 25, mandado judicial de prorrogação da suspensão do exercício do cargo do prefeito de Braga por mais 180 dias. A renovação do afastamento temporário do político se deve à continuidade das investigações do Ministério Público que já propôs ação penal pela prática de atos de corrupção e crime licitatório contra o prefeito e empreiteiros de São Leopoldo. Desta vez, o que ensejou o pedido do MP são indícios teria acertado o pagamento de combustível para veículos particulares de apadrinhados políticos.

Também são cumpridos dois mandados de busca em repartições públicas de Braga, mais dois em residências dos envolvidos e outro em um posto de combustíveis da cidade. Ainda, a pedido do MP, foram deferidos mandados de prisão contra os dois empresários investigados de participação em fraudes cometidas em licitações da prefeitura de Braga e do Semae, de São Leopoldo. Os empresários, que são irmãos, haviam sido presos preventivamente já em fevereiro do ano passado pela Operação Água, realizada pelo Núcleo Região Metropolitana e Taquari do Gaeco. Depois da prisão preventiva de fevereiro de 2018, a Justiça havia decretado medidas alternativas diversas da prisão, como a proibição de contratar com o poder público. Como houve o descumprimento da decisão, com a formatação de novas empresas em nome de laranjas (que inclusive foram contratadas pelo prefeito de Braga), foi decretada novamente a prisão preventiva de ambos, que seguiram foragidos até este mês. Um deles foi preso nesta terça-feira, 23. O outro segue sendo procurado.

Conforme denúncia da Procuradoria de Prefeitos, o prefeito fez solicitações de dinheiro aos empresários de São Leopoldo, havendo investigação em andamento sobre possíveis desvios de combustíveis para apadrinhados do prefeito em prejuízo do Município. Além disso, houve direcionamento de edital de licitação para a contratação de empresa para a construção da rede coletora de esgoto na cidade de Braga.

   Operação é realizada pela Procuradoria de Prefeitos e Gaeco


Fonte/Fotos: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul

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