quinta-feira, 10 de março de 2011

Jaqueline Roriz anuncia saída da comissão de reforma política

A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) em sessão da Câmara no dia 24 de fevereiro (Foto: Elton Bomfim/Agência Câmara)

A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) em sessão
Da Câmara no dia 24 de fevereiro
(Foto: Elton Bomfim/Agência Câmara)

     A deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em um vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM de Brasília, entregou nesta quarta-feira (9) um pedido oficial para deixar a comissão especial da reforma política da Câmara dos Deputados. Jaqueline foi indicada pelo PMN para o cargo. O partido já indicou o deputado Fábio Faria (PMN-RN) para a vaga.
     “Aprendi que os interesses da sociedade, de um grupo político, devem prevalecer acima de qualquer interesse individual ou vontade pessoal e, neste contexto, solicito a minha substituição na Comissão Especial representando o PMN”, disse a deputada, por meio de nota oficial. A nota foi encaminhada à secretária-geral do PMN, Telma Ribeiro dos Santos.
     No texto, a deputada critica o modelo político no Brasil. “A reforma política é necessária e essencial para o avanço da democracia no Brasil, para o seu aperfeiçoamento e para toda a classe política. O atual modelo é falho e precisa ser revisto com a maior brevidade possível”, disse a deputada.
     A deputada, contudo, não fez nenhuma referência ao vídeo em que apareceu recebendo dinheiro do delator do suposto esquema de corrupção. O assessor da família Roriz, Paulo Fona, disse que a deputada não irá se manifestar sobre a gravação
     Na manhã desta quarta, a direção do PMN divulgou nota afirmando que aguardará "o desenrolar dos acontecimentos "sobre o caso Jaqueline Roriz (PMN-DF)”. O partido disse lamentar que Jaqueline Roriz "tenha se deixado envolver ingênua e desnecessariamente numa prática nefasta, própria de agentes políticos de pequena expressão, com tibieza ética, moral e intelectual, sem horizontes e carreira curta".
     Ainda nesta quarta, a assessoria do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou que ele pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para apurar o caso. Segundo a assessoria de Gurgel, o procurador-geral deve solicitar nos próximos dias a abertura de inquérito contra a deputada, que tem foro privilegiado e só pode ser investigada com autorização do STF. Fonte: G1, em Brasília

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