Acionamento das bandeiras tarifárias leva em
conta o risco hidrológico e o preço da energia
A conta de luz está mais cara a partir desta
segunda-feira por causa da bandeira
tarifária utilizada como referência nas contas deste mês ser a amarela. Com a medida, as cobranças terão um acréscimo de R$ 1,50
para cada 100 quilowatts-hora consumidos, segundo a Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel), em comunicado divulgado na última sexta-feira.
O adicional retorna às contas após a autoridade
reguladora ter definido bandeira verde em junho, situação em que não é cobrado
acréscimo nas contas. No comunicado, a Aneel justificou a bandeira amarela pelo
fato de julho ser um mês “típico da seca nas principais bacias hidrográficas do
país”.
“A previsão hidrológica para o mês sinaliza
vazões abaixo da média histórica e tendência de redução dos níveis dos
principais reservatórios. Esse cenário requer o aumento da geração
termelétrica, o que influenciou o aumento do preço da energia (PLD) e dos
custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) em patamares condizentes com o
da Bandeira Amarela”, justificou a agência.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, de
acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração
de energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias tem três cores, a
verde, a amarela e a vermelha (nos patamares 1 e 2), que indicam se a energia
custará mais ou menos em função das condições de geração.
O cálculo para acionamento das bandeiras
tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico e o
preço da energia. Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta
específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar
o custo extra da produção de energia em períodos de seca.
Por Agência
Brasil
Correio
do Povo
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