Gleisi Hoffmann reforçou que partido registrará
candidatura em 15 de agosto | Foto: Nelson Almeida / AFP / CP
Sem vice e por aclamação, o PT oficializou, neste
sábado a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e
condenado na Lava Jato, à Presidência da República. O partido organizou um
encontro nacional na Casa de Portugal, em São Paulo, para sacramentar a
decisão. A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), reforçou
que o partido vai registrar a candidatura de Lula no dia 15 de agosto.
"Essa é a ação mais confrontadora que fazemos contra esse sistema podre
por parte da Justiça, que não faz outra coisa a não ser perseguir Lula",
discursou Gleisi.
Gleisi atacou, em seu discurso, o governo de
Michel Temer, a mídia tradicional e o sistema financeiro. "Em alto e bom
som", disse a dirigente, o partido faz questão de falar que Lula é
candidato e que será registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Não
vão conseguir, de jeito nenhum, tirar Lula do jogo. Não existe política no
Brasil sem falar de Lula e sem falar do PT."
Vice
Nos bastidores, o partido se movimenta para
definir um vice na chapa da campanha presidencial. Enquanto Lula transmitiu um
recado com a preferência que o nome seja anunciado só na véspera do registro da
candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 15 de agosto, advogados e
dirigentes petistas defendem que o nome seja definido até segunda-feira, quando
o partido deve oficializar o que decidiu na convenção, de acordo com
entendimentos na Justiça Eleitoral. O encontro nacional teve um tom de negar
que o partido tenha um "plano B" à candidatura de Lula e que a
eleição do ex-presidente representa um combate ao governo do presidente Michel
Temer.
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Correio do Povo
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