Anúncio oficial ocorrerá neste domingo, na
convenção do MDB gaúcho | Foto: Mateus Bruxel / CP Memória
O ex-governador do Rio Grande do Sul Germano
Rigotto será vice na chapa do candidato do MDB à Presidência da República,
Henrique Meirelles. A escolha foi feita na sexta-feira à noite durante reunião
entre Meirelles e o presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), e o anúncio
oficial ocorrerá neste domingo, na convenção do MDB gaúcho.
Antes de Rigotto, a senadora Marta Suplicy (SP)
havia sido sondada pelo Palácio do Planalto e por dirigentes do MDB para compor
a chapa ao lado de Meirelles, mas a indicação não era consenso no comando da
campanha. Ex-prefeita de São Paulo pelo PT, Marta decidiu se desfiliar do MDB,
como antecipou o jornal O Estado de S. Paulo, e deixar a vida parlamentar.
Confirmado candidato do MDB em convenção
realizada na quinta-feira, Meirelles conta hoje com 1% das intenções de voto,
mas diz que crescerá nas pesquisas com o início da propaganda política na TV,
no próximo dia 31. "Essa eleição ainda está em aberto e meu nome tem
enorme potencial de crescimento", afirmou ele. O MDB fez aliança com o PHS
e deve ter por volta de 1 minuto e 40 segundos por bloco no horário eleitoral.
Ex-ministro da Fazenda no governo de Michel Temer
e ex-presidente do Banco Central nos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da
Silva, hoje preso da Lava Jato, Meirelles tenta associar sua imagem ao petista,
que lidera as pesquisas.
Sob o slogan #ChamaOMeirelles, a estratégia da
campanha do MDB está sendo montada para mostrar o ex-comandante da economia
como um candidato que enfrenta crises e apresenta resultados em qualquer
governo, em mais uma tentativa de evitar que a impopularidade de Temer grude no
ex-ministro. "A minha imagem é associada à minha história. Nós tiramos o
Brasil da maior recessão ", diz Meirelles, que atribui as dificuldades
enfrentadas pela economia, hoje, à instabilidade eleitoral.
ESTADÃO conteúdo
Correio do Povo
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