Uma sequência de vídeos compartilhados ontem na rede social
facebook repercutiu entre internautas da região. O usuário denunciou um suposto
crime ambiental praticado no rio Mineirinho, de Linha Mineiro, interior de São
Martinho.
Segundo a publicação do perfil de Adair Dill, o rio foi
contaminado e houve a morte de peixes. O homem também relata nos vídeos
que não é a primeira vez que ocorre a mortandade de peixes no rio. Ainda
segundo a publicação, o crime teria acontecido na última terça-feira, dia
13.
As imagens foram registradas na cachoeira que fica na chácara que
Adair é proprietário. Ele reside em Santa Rosa e foi informado por vizinhos
sobre a morte dos peixes. Adair conta que o rio exala um cheiro forte e
adquiriu uma coloração escura.
Os vídeos foram registrados neste fim de semana. Uma das
publicações, até a manhã de hoje, contava com 355 compartilhamentos e 250
curtidas.
FEPAM vai realizar levantamento hoje à tarde
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), em Santa Rosa,
recebeu a denúncia ontem à noite, às 23h. Segundo a coordenadora da Secretaria
de Meio Ambiente (SEMA) e gerente da FEPAM, Elenir Dahner Linauer, hoje à tarde
os técnicos da fundação vão a São Martinho realizar um estudo no local do
suposto crime ambiental.
Hoje pela manhã o órgão realizou um levantamento de documentos,
sobre licenças obtidas na região. Elenir lamenta que o fato não tenha sido
denunciado antes, pois segundo as informações denunciadas, o crime teria sido
cometido na última terça-feira.
A FEPAM disponibiliza para denúncias o site e os telefones 0800 031
2146 ou (51) 99982-7840. A partir do levantamento será possível apontar a causa
da morte dos peixes e responsabilizar eventuais culpados.
Polícia Civil não foi procurada
A Polícia Civil de São Martinho também poderia ter sido
acionada. A inspetora local informou à nossa reportagem que nenhuma
denúncia foi registrada. A partir da denúncia os policiais podem
requisitar uma perícia junto ao Instituto Geral de Perícias (IGP).
Há alguns anos, segundo a Polícia Civil, também foi registrado um
crime ambiental no mesmo rio da localidade. Na época foi constatado que houve o
depósito de esterco no rio, porém não foi possível identificar a autoria do
crime ambiental. A inspetora não soube precisar a data que o primeiro crime
ocorreu.
Rádio Alto Uruguai
Fotos: Reprodução/Facebook
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