segunda-feira, 19 de março de 2018

Calor aumenta risco de picada de cobras peçonhentas

Cinco casos foram registrados em uma semana em São Luiz Gonzaga

   A cobra cruzeira é uma das 11 espécies que oferecem risco a seres humanos no Rio Grande do Sul.
   Foto: Sérgio Bavaresco/divulgação


A elevação das temperaturas contribui para o aumento de contato de seres humanos com as serpentes (cobras). Isso ocorre, especialmente, por dois motivos: maior presença de pessoas no habitat das cobras e maior circulação das cobras em busca de comida e de parceiro sexual. Somente nesta semana, cinco pessoas deram entrada no Hospital São Luiz vítimas do animal. Duas seguem internadas.

Segundo a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), mais de 70 espécies de serpentes são verificadas no Estado, mas apenas 11 oferecem algum risco ao ser humano. Cerca de 80% dos casos são acidentes botrópicos, ou seja, causados pelo grupo das jararacas, cruzeiras e jararacuçu.

A importância das cobras

São predadores e presas, responsáveis pelo controle populacional de outros animais (ratos, por exemplo). O veneno é usado para fabricar medicamentos, entre eles o tratamento para picada de serpentes e remédio para pressão alta.

Ameaça 

Matança indiscriminada e destruição do habitat. No Rio Grande do Sul, estão ameaçadas de extinção a jararacuçu, a cotiara e a surucucu do Pantanal.

Prevenção

Andar de botas ou perneiras, atenção ao colher frutas, atenção redobrada nos locais de mata, campo e brejo, manter predadores naturais, atenção ao mexer em materiais empilhados, usar luvas em colheitas e jardinagem, ficar alerta próximo a rios e lagoas, maior atenção à noite.

O que fazer em caso de acidente

Acalmar o acidentado e mantê-lo em repouso, lavar a área afetada com água e sabão e mantê-la elevada, levar o acidentado imediatamente para um hospital ou posto de saúde e, se possível, fazer registro fotográfico da cobra causadora do acidente, para que seja feito o tratamento adequado.

O que não fazer

Não fazer torniquete ou garrote, não colocar substâncias no local da picada (café, fumo, folhas, urina etc), não cortar ou queimar o local da picada, não sugar o veneno, não ingerir bebidas alcoólicas ou outras substâncias. Atenção: só o soro cura a picada de cobra.

O soro 

O soro não é vendido. Ele só pode ser aplicado em hospitais de referência. Mais informações pelo Centro de Informação Toxicológica (CIT), telefone 0800-7213000.


Fonte: Rádio São Luiz, com informações Ascom/Sema

Publicado por: Genaro Caetano no dia 17 de Março de 2018 às 19:32 e atualizado em 18 de Março de 2018 às 14:54.

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