
A cobra cruzeira é uma das 11 espécies que
oferecem risco a seres humanos no Rio Grande do Sul.
Foto: Sérgio Bavaresco/divulgação
A
elevação das temperaturas contribui para o aumento de contato de seres humanos
com as serpentes (cobras). Isso ocorre, especialmente, por dois
motivos: maior presença de pessoas no habitat das cobras e maior circulação das
cobras em busca de comida e de parceiro sexual. Somente nesta semana, cinco
pessoas deram entrada no Hospital São Luiz vítimas do animal. Duas seguem
internadas.
Segundo
a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), mais de 70 espécies de
serpentes são verificadas no Estado, mas apenas 11 oferecem algum risco ao ser
humano. Cerca de 80% dos casos são acidentes botrópicos, ou seja, causados pelo
grupo das jararacas, cruzeiras e jararacuçu.
A
importância das cobras
São
predadores e presas, responsáveis pelo controle populacional de outros animais
(ratos, por exemplo). O veneno é usado para fabricar medicamentos, entre eles o
tratamento para picada de serpentes e remédio para pressão alta.
Ameaça
Matança
indiscriminada e destruição do habitat. No Rio Grande do Sul, estão ameaçadas
de extinção a jararacuçu, a cotiara e a surucucu do Pantanal.
Prevenção
Andar
de botas ou perneiras, atenção ao colher frutas, atenção redobrada nos locais
de mata, campo e brejo, manter predadores naturais, atenção ao mexer em
materiais empilhados, usar luvas em colheitas e jardinagem, ficar alerta
próximo a rios e lagoas, maior atenção à noite.
O que
fazer em caso de acidente
Acalmar o acidentado e mantê-lo em repouso, lavar a área afetada com água e sabão e mantê-la elevada, levar o acidentado imediatamente para um hospital ou posto de saúde e, se possível, fazer registro fotográfico da cobra causadora do acidente, para que seja feito o tratamento adequado.
Acalmar o acidentado e mantê-lo em repouso, lavar a área afetada com água e sabão e mantê-la elevada, levar o acidentado imediatamente para um hospital ou posto de saúde e, se possível, fazer registro fotográfico da cobra causadora do acidente, para que seja feito o tratamento adequado.
O que
não fazer
Não
fazer torniquete ou garrote, não colocar substâncias no local da picada (café,
fumo, folhas, urina etc), não cortar ou queimar o local da picada, não sugar o
veneno, não ingerir bebidas alcoólicas ou outras substâncias. Atenção: só o
soro cura a picada de cobra.
O
soro
O soro
não é vendido. Ele só pode ser aplicado em hospitais de referência. Mais
informações pelo Centro de Informação Toxicológica (CIT), telefone
0800-7213000.
Fonte: Rádio São Luiz, com informações Ascom/Sema
Publicado por: Genaro Caetano no dia 17 de Março de 2018 às 19:32 e atualizado em 18 de Março de 2018 às 14:54.
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