Homem se
apresentou nessa quarta após ter pedido de prisão preventiva decretado
Jonathan Rafael Maria, 31
anos, foi esquartejado e teve o corpo carbonizado
Foto: Reprodução / Facebook
/ CP
O inquérito sobre a morte de Jonathan Rafael
Maria, 31 anos, que foi esquartejado e teve o corpo
carbonizado, deve ser remetido na próxima semana à Justiça. A previsão é
da titular da 6ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa
(6ªDPHPP) de Porto Alegre. “Temos dez dias para remetê-lo”, avaliou a delegada Elisa
Souza, acrescentando que o autor do crime, de 30 anos, amigo da vítima, deve
ser indiciado pelo menos por, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
“Estamos coletando as provas para embasar o inquérito”, resumiu. Foragido após
a prisão preventiva ter sido decretada, o suspeito acabou apresentando-se na
tarde de quarta-feira, acompanhado de um advogado e não quis prestar depoimento.
Ele foi recolhido ao sistema prisional.
A delegada Elisa Souza explicou que diligências
ainda estão sendo ainda realizadas e devem ser ouvidas mais algumas testemunhas
e pessoas já citadas nos depoimentos para esclarecer alguns pontos. “Aguardamos
o resultado da perícia no veículo Tucson que era da vítima. Esperamos encontrar
vestígios do autor que comprovem que ele dirigiu o carro da vítima até a
oficina onde foi localizado depois”, observou. Dois funcionários da oficina já
o reconheceram.
A titular da 6ªDPHPP disse também que estão sendo
aguardados os resultados de exames periciais no corpo da vítima com o objetivo
de apurar se “houve ingestão de álcool ou veneno”. O resultado do DNA do dedo
achado na casa do tio do autor do crime é igualmente esperado pelos policiais
civis pois será comparado com o DNA do corpo carbonizado que foi encontrado na
tarde de segunda-feira passada às margens da BR 290, em Eldorado do Sul.
Para a delegada Elisa Souza, a arma usada no
crime possivelmente pertenceria ao tio e estava guardada na residência onde
ocorreu a vítima foi morta e esquartejada. Na noite de quarta-feira ocorreu
inclusive uma nova perícia na casa com o emprego do luminol, que confirmou a
presença de sangue no ambiente. “Deu positivo em muitos locais”, destacou. O
trabalho pericial mobiliza junto o Departamento de Criminalística e o
Departamento Médico Legal.
Depósito
de R$ 50 mil
Jonathan
Rafael Maria depositou em torno de R$ 50 mil, oriundo de uma ação trabalhista,
em uma conta bancária junto com o dinheiro do amigo. O objetivo deles era
efetuar o saque da quantia, com rendimentos, após um ano. No entanto, o autor
do crime sacou todo o dinheiro antes do prazo combinado, que seria em outubro
do ano passado. Desde então Jonathan Rafael Maria vinha tentando a devolução de
sua parte. Na semana do Natal, o suspeito marcou um encontro para entregar o
dinheiro, mas não passava de uma emboscada. O local escolhido foi a residência
do tio do criminoso, no bairro Camaquã, em Porto Alegre, pois o mesmo estava no
litoral. A vítima nunca mais foi vista desde então, sendo realizada nas redes
sociais uma intensa campanha pela família e amigos em busca de notícias sobre o
paradeiro dele.
Na segunda-feira passada, o tio retornou para
casa e depararam-se com o piso alagado da moradia e muito sangue, além de um
dedo. A Polícia Civil foi então acionada. A Hyundai Tucson apareceu em uma
oficina mecânica no bairro Camaquã. No mesmo dia houve a descoberta do corpo
esquartejado e carbonizado em Eldorado do Sul.
Os policiais civis descobriram que o criminoso
foi com um Volkswagen Up até a BR 290 para desovar o corpo já esquartejado
dentro do porta-malas. O veículo chegou a atolar na área, sendo retirado por
dois homens em um trator que também são testemunhas agora no inquérito. Para
queimar o corpo, junto com uma serra e dois facões usados no esquartejamento, o
indivíduo comprou um galão de gasolina em um posto de combustíveis, cujas
imagens das câmeras de monitoramento do estabelecimento já estão de posse dos
agentes.
Fonte: Correio do Povo
Nenhum comentário:
Postar um comentário