Diversos
cidadãos foram feitos de reféns e pelo menos três pessoas ficaram feridas
Bancos foram atacados em Butiá | Foto: Mauro
Schaefer
Auxiliado pela Polícia Civil, o Instituto Geral
de Perícias (IGP) inspecionou neste sábado os bancos
atacados por criminosos durante a madrugada em Butiá, na região Carbonífera. De
acordo com o delegado da delegacia de roubos do Deic, João Paulo de Abreu, por
enquanto a autoria dos crimes ainda é desconhecida. “Foi uma ação extremamente
violenta, com disparos de armas de fogo feitos contra pessoas. Não temos ainda
o número exato de autores, muitos falam em 15, dez, 20... Ao que tudo indica,
um valor certo, cinco pessoas participando dessa ação criminosa, provavelmente
um pouco mais. Mas isso a gente vai conseguir melhor esclarecer na investigação
de seguimento.”
Era madrugada de sábado quando criminosos,
fortemente armados e com o auxílio de explosivos, atacou três agências
bancárias do município de Butiá. O grupo arrombou as agências da Caixa
Econômica Federal, do Banco do Brasil (BB) e do Banrisul, explodindo os caixas
eletrônicos desses dois últimos. Diversos cidadãos foram feitos de reféns e
pelo menos três pessoas ficaram feridas. O Departamento Estadual de
Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil trabalha com a hipótese de pelo
menos cinco crimnosos, mas alguns relatos dão conta de serem mais de 15 homens
envolvidos.
A ação
criminosa começou no Banco do Brasil, localizado junto à Praça Professor Régis
Coutinho, onde muitos jovens costumam ficar durante a noite. Conforme o Deic,
os assaltantes chegaram no local e fizeram todos que estavam por lá de refém.
Nesse momento, foram efetuados disparos contra um veículo. Um dos tiros chegou
a atingir na perna jovem Pâmela Flores da Silva, que, depois de receber
atendimento, não corre riscos. Uma outra pessoa chegou a ter ferimentos leves.
Em seguida, os homens entraram na agência, onde explodiram os caixas de
auto-atendimento. Devido ao dispositivo de segurança do aparelho, que jorra
tinta nas cédulas após explosões, o grupo levou apenas uma quantia considerada
baixa.
Depois do BB, os assaltantes seguiram para a
Caixa Econômica Federal, onde quebraram a porta de entrada e entraram na
agência. Nesse local, porém, os criminosos não chegaram a explodir os caixas. O
motivo, segundo as informações do Deic, foi o gerador de neblina utilizado pelo
banco. Contudo, no alvo seguinte, o Banrisul, o assalto teve sucesso. Os homens
conseguiram explodir os três caixas e levar o dinheiro. Em frente à agência,
chegaram a trocar tiros com o efetivo da Brigada Militar (BM) que passava por
ali. Logo depois dessa troca de tiros, os criminosos ainda efetuaram diversos
disparos contra a sede da BM. O soldado Cristiano Tavares, que estava no local,
chegou a ser ferido por estilhaços no peito.
De acordo com o responsável pelo comando da BM em
Butiá, sargento Vilson Rudinei, uma nova troca de tiros chegou a ocorrer na
saída do município, quando os policiais militares, dessa vez reforçados pelos
efetivos de Minas do Leão e Arroio dos Ratos, dispararam contra um dos carros
utilizados no crime. Em uma motocicleta utilizada no crime, os criminosos
também passaram pela sede da Polícia Civil da cidade, onde tentaram forçar a
porta de entrada.
Henrique Massaro
Correio do Povo
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