Vítimas não têm registro de digitais no sistema gaúcho, impedindo a
identificação de ambos
Foto: Polícia Civil/Divulgação
Os
corpos esquartejados, encontrados na manhã da última segunda-feira (04), em
Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, são de duas crianças, conforme informações
repassadas pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) à Polícia Civil. Segundo
informações preliminares da perícia, o menino tinha entre 8 e 9 anos e a
menina, entre 10 e 12. O resultado de DNA vai apontar se havia algum parentesco
entre as vítimas.
De
acordo com o delegado Rogério Baggio, titular da Delegacia de Homicídios do
município, não foi possível identificar as vítimas através das digitais.
“As
impressões digitais foram coletadas perfeitamente, mas não há padrão
correspondente [no sistema]”, afirmou o delegado.
A
partir disso, Baggio trabalha com duas hipóteses. Em uma delas, as crianças não
tem registro geral, ou seja, nunca fizeram a carteira de identidade. A outra
hipótese é de que as crianças sejam de fora do Rio Grande do Sul e, por isso,
não tenham suas digitais no sistema de Segurança Pública gaúcha. A polícia já
acionou órgãos de identificação de outros Estados e também solicitou auxílio da
Polícia Federal para tentar identificar as vítimas.
As
investigações procedem lentamente, pois o lugar onde os corpos foram
encontrados, em um matagal próximo a uma estrada do bairro Lomba Grande, no
limite entre Novo Hamburgo e São Leopoldo, é deserto. Segundo o delegado, a
câmera mais próxima fica há 3km do local e não grava, só reproduz imagens. Os
corpos das duas crianças estavam dentro de sacos plásticos e caixas de papelão.
Informalmente,
os investigadores conversaram com um vizinho que reside há 500 metros do local.
Ele disse ter ouvido latidos constantes de cachorros durante a noite de domingo
(03) e madrugada de segunda-feira, mas não sabe precisar o horário. Essa
informação faz com que a polícia trabalhe com a ideia de que os corpos foram
desovados nesse período.
Durante
a tarde de ontem, o delegado Baggio e sua equipe percorreram escolas da região,
pedindo para que os diretores informem possíveis ausências de crianças na faixa
etária das vítimas. Na próxima segunda-feira (11), a polícia vai entrar em
contato com a Secretaria de Educação Estadual para que eles possam expandir as
orientações. Além das escolas, os policiais voltaram ao matagal e percorreram o
local para tentar encontrar pistas ou outras partes dos corpos.
Além
das cabeças, outras partes dos corpos das vítimas não foram encontradas. Isso
fez com que, antes da perícia, a polícia acreditasse que havia uma mulher
adulta entre as vítimas.
A
Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo disponibiliza o WhatsApp (51)
98416-8902 para que as pessoas mandem mensagem caso tenham alguma informação ou
notem a ausência de alguma criança próxima. A denúncia é anônima.
Fonte: Jéssica Moraes/Rádio Guaíba
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