O Ministério Público do
Rio Grande do Sul deflagrou na manhã desta sexta-feira (14) a quarta edição da
Operação Leite Compensado, que investiga a adulteração do produto com adição de
água e ureia por transportadores no estado. A ação ocorre em oito cidades
localizadas na Região Noroeste e nas Missões, onde são cumpridos mandados de
busca e apreensão e de prisão. Até as 8h30, uma pessoa foi detida. Ele é dono
de um posto de resfriamento situado no município de Condor.
Segundo as investigações
da Promotoria de Justiça Especializada Criminal e Especializada de Defesa do
Consumidor, o homem é suspeito de encaminhar o produto adulterado para cidades
de Guaratinguetá, em São Paulo, e Lobato, no Paraná. Ele começou a ser investigado
há um mês, após uma denúncia anônima.
Conforme o MP, foram
coletadas 53 amostras de leite cru, armazenadas no posto de resfriamento.
Documentos repassadas pelo Ministério da Agricultura constataram que 12
amostras apresentaram a presença de formaldeídos (formol). De acordo com o
órgão federal, parte do leite foi entregue a uma empresa de laticínios, que
colocou o produto à venda no mercado.
Além de Condor, a
operação é realizada em Ijuí, Santiago, Santo Augusto, São Luiz Gonzaga, Santo
Ângelo, Panambi e Tupanciretã. A ação tem apoio da Polícia Civil e Brigada
Militar. Em Santo Augusto a operação ocorre em uma propriedade Rural e uma
residência.
Em maio do ano passado,
o órgão desencadeou a primeira edição da Leite Compensado. As investigações
apontaram um esquema que adulterou mais de 100 milhões de litros do produto. O
MP descobriu que transportadores estavam adicionando água e ureia ao leite cru,
no caminho entre a propriedade rural e a indústria, para aumentar os lucros. No
meio do caminho, os intermediários adicionavam água e ureia, substância usada
para disfarçar a perda nutricional e que contém formol em sua composição. Com
isso, conseguiam aumentar os lucros em até 10%.
Fonte: G1/RS
Foto: Divulgação/Ministério
Público
Postado por Fernando Almeida |
Rádio Querência

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