7 mil pessoas visitaram a ExpoAgro Cotricampo, promovida quinta e
sexta-feira, em Campo Novo, na área experimental da cooperativa. Pela primeira
vez organizada com o caráter de feira, o evento reuniu 103 expositores das
áreas de insumos, máquinas agrícolas e agricultura familiar.
A coordenação da feira, embora ainda não tenha os números
encerrados, acredita que o maior volume de vendas foi no setor de máquinas e
implementos, seguido pelas sementes e defensivos agrícolas.
Um dos principais temas que norteou os debates durante a ExpoAgro
Cotricampo foi a questão do trigo. A baixa cotação do produto no Rio Grande do
Sul, com a saca chegando a valer dez reais a menos do que o preço mínimo
estabelecido pelo governo, preocupa produtores e entidades do setor
agropecuário, pois ainda falta vender metade da safra. Alguns agricultores
receberam R$ 27,00 pela saca do cereal, contra um preço mínimo de R$ 38,65.
As baixas cotações vão desestimular os produtores para a próxima
safra, levando o presidente da comissão de trigo da, Hamilton Jardim, a
projetar uma redução de área para os cultivos, que têm início em maio.
Esta semana, produtores, cerealistas, bancos e lideranças do setor
vão conversar sobre o assunto. O secretário estadual de Desenvolvimento Rural,
Pesca e Cooperativismo, Tarcísio Minetto, que esteve participando da ExpoAgro
Cotricampo, afirma que é preciso buscar um caminho alternativo. Segundo ele,
mesmo a realização de leilões pelo governo federal não está sendo suficiente
para dar liquidez à comercialização.
Na região Celeiro, considerada um polo na produção de trigo,
produtores estão conseguindo preços mais atrativos nos moinhos. A justificativa
para isso está na qualidade e também na industrialização do cereal.
A Cotricampo, por exemplo, segrega o trigo e o transforma em
grande variedade de produtos. A estratégia permite remunerar melhor os mais de
9 mil associados. De acordo com o presidente da cooperativa, Gelson Bridi, isso
permitiu, por exemplo, pagar pelo trigo pão até 11% a mais que a média do
Estado. O presidente da Cotricampo fez um apelo ao governo para que sejam
reforçadas as compras diretas, de forma a dar mais rentabilidade aos
produtores.
Rádio Alto Uruguai e Canal Rural
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