sexta-feira, 3 de junho de 2016

Sem antecedentes, homem confundido com “estuprador do T1″ teve traumatismo craniano

Conforme a polícia, a vítima é usuária de drogas e foi dada como desaparecida pela família

   Polícia divulgou na quarta-feira retrato falado de suspeito de estupro. Foto: Divulgação / Polícia Civil

O homem agredido por cerca de oito pessoas após ser confundido com o suposto estuprador da linha T1 sofreu traumatismo craniano e recebe atendimento na sala amarela do Hospital Cristo Redentor, na zona Norte da Capital. O quadro inspira cuidados, conforme a casa de saúde. De acordo com a delegacia Tatiana Barreira Bastos, da Delegacia da Mulher, o homem, de 35 anos, nem mesmo possuía as características do suspeito do estupro. Sem antecedentes criminais, ele foi agredido por volta das 18h de ontem nas proximidades da praça onde uma mulher foi violentada pelo criminoso. Ainda conforme a polícia, a vítima é usuária de drogas e foi dada como desaparecida pela família.

A delegada ainda ressaltou que, ao encontrar alguém com as características do estuprador, a população deve acionar a Brigada Militar e não “fazer justiça com as próprias mãos”. Tatiana explica que os suspeitos da agressão, assim que forem identificados, podem responder por agressão ou tentativa de homicídio. Sobre o estuprador, a polícia estima que esteja perto de identificá-lo e pedir que seja preso.

O caso de estupro foi registrado ainda no dia 9 de maio, e o retrato falado foi divulgado na última terça-feira. Conforme a vítima, ela foi abordada pelo suspeito portando uma faca dentro de um coletivo da linha T1, e levada até uma praça no bairro Jardim do Salso. Lá, o homem começou o estupro mas não conseguiu terminar a ação criminosa pois foi surpreendido por um grupo que percorria o local.

O criminoso é branco, magro, mede 1,80 de altura e aparenta idade entre 30 e 35 anos, além de ter os dentes da frente separados. Além do fato consumado, outras mulheres relataram a aproximação e a perseguição por parte do suspeito em coletivos da cidade, como nas linhas T7 e Otto.


Fonte: Ananda Müller/Rádio Guaíba

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