Presidente
em exercício teria pedido recursos ilícitos para campanha de Gabriel Chalita em
2012
Presidente em exercício teria pedido recursos
ilícitos para campanha de Gabriel Chalita em 2012
Foto: Andressa Anholete / AFP / CP
Em sua delação premiada na Lava Jato, o ex-presidente da
Transpetro Sérgio Machado listou os nomes de 20 políticos que teriam recebido
propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobras. Entre eles está o
presidente em exercício Michel Temer (PMDB) que, segundo o delator, teria
pedido a ele recursos ilícitos para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à
Prefeitura de São Paulo em 2012.
Segundo o
delator, todos os políticos citados por ele “sabiam” do funcionamento do
esquema de corrupção capitaneado por ele na estatal e “embora a palavra propina
não fosse dita, esses políticos tinha conhecimento, ao procurarem o depoente,
não obteriam dele doação com recursos do próprio, enquanto pessoa física, nem
da Transpetro, e sim de empresas que tinham relacionamento contratual com a Transpetro”.
Ainda segundo Machado, nenhuma das doações solicitada por ele às empresas era
lícita.
“O
depoente também repassou propina, via doação oficial, para os seguintes:
Cândido Vaccarezza (PT), Jandira Feghali (PC do B), Luis Sérgio (PT), Edson
Santos (PT), Francisco Dornelles (PP), Henrique Eduardo Alves (PMDB), Ideli
Salvatti (PT); Jorge Bittar (PT), Garibaldi Alves (PMDB), Valter Alves, José
Agripino Maia (DEM), Felipe Maia (DEM), Sergio Guerra (PSDB, morto em 2014),
Heráclito Fortes (PMDB), Valdir Raupp (PMDB); que Michel Temer pediu ao
depoente que obtivesse doações oficiais para Gabriel Chalita, então candidato a
prefeito de São Paulo”
De acordo
com Machado, empreiteiras que mantinham contrato com a estatal realizavam
pagamentos mensais de propinas para políticos, parte por meio de entrega de
dinheiro vivo e parte por meio de doações oficiais como forma de garantir os
contratos com a estatal que era área de influência do PMDB. O delator assumiu a
presidência da estatal em 2003, por indicação do presidente do Senado Renan Calheiros, dos
senadores Jader Barbalho, Romero Jucá e Edison Lobão e do ex-presidente José Sarney,
todos da cúpula do PMDB e que foram beneficiados com propinas do esquema.
Ele
admitiu ainda que administrava a estatal visando “extrair o máximo possível de
eficiência das empresas contratadas pela estatal, tanto em qualidade quanto em
preço” e que outros políticos, além dos responsáveis por sua indicação ao
cargo, também se beneficiaram do esquema criminoso.
ESTADÃO
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Correio
do Povo
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