Operação Depuração foi desencadeada em Alvorada e Porto Alegre
Operação Depuração foi desencadeada em Alvorada
e Porto Alegre | Foto: Ministério Público / Divulgação / CP
O
Ministério Público (MP), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil e a 1ª
Delegacia Regional Metropolitana, cumpre nesta quinta-feira seis mandados de
prisão preventiva contra um delegado de Polícia, uma advogada, dois policiais
civis, um ex policial militar (PM) e mais um comparsa do grupo. Os alvos da
operação Depuração - deflagrada em Alvorada e Porto Alegre - são suspeitos
de exigirem valores de presos em flagrante e de familiares de presos. São
cumpridos ainda nove mandados de busca e apreensão.
As
investigações, iniciadas em maio deste ano, dão conta de que o grupo cobrava
valores acima da fiança e se apropriava do excedente. O ex-PM e a advogada
ficavam do lado de fora da Delegacia, fazendo o intermédio da cobrança junto
aos familiares dos presos. A cada plantão - são realizados em média dois por
semana - estima-se o lucro de R$ 2 mil a R$ 5 mil.
Além
disso, os suspeitos consultavam indevidamente o sistema restrito à Segurança
Pública para verificar se determinado veículo poderia ser indevidamente
restituído, clonado ou adulterado, bem como avisavam a terceiros sobre
eventuais investigações policiais em andamento. Os fatos ocorreram na Delegacia
de Pronto Atendimento de Alvorada, pelo menos entre março e junho de 2016.
Os crimes
investigados são concussão, exigência de indevido valor em razão da função
pública (art. 316 do CP, penas de 02 a 08 anos); organização criminosa (penas
de 03 a 08 anos + 1/6 a 2/3 de pena, art. 2º, §2º, inciso II, da Lei
12.850/2013); violação de sigilo profissional (art. 325. § 1º, I, do CP, pena
de 06 meses a 02 anos); e usurpação da função pública (art. 328, parágrafo
único, do CP, pena de 02 a 05 anos de reclusão). As penas poderão ser
fixadas entre sete anos e seis meses a 23 anos de reclusão, além de multa e
perda do cargo público.
O MP
também apura a ocorrência de atos de improbidade administrativa, o que poderá
resultar aos investigados na fixação de multa, proibição de ser agente público
e perda dos cargos.
Fonte:
Correio do Povo
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