Cerca de 15 fiéis permaneciam na igreja após o culto, quando
houve o desabamento
Corpo da última vítima de soterramento em
Diadema é encontrado | Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / CP
O corpo
de Vanda Maria Martins, de 54 anos, que morreu soterrada no desabamento de uma igreja na cidade de Diadema, na Grande São
Paulo, foi encontrado após mais de 20 horas de buscas. Segundo o coronel Wagner
Júnior, ela foi encontrada por volta do meio-dia, mas a retirada do corpo ainda
deve demorar pelo menos duas horas.
“A
situação é delicada, quanto mais a gente mexe, mais a laje se movimenta. Ela
está presa embaixo de uma laje, houve esmagamento. Cada martelada que a gente
dá lá, chacoalha. Então, é preciso tomar bastante cuidado”, disse o coronel. “O
pilar e a viga realmente a pegaram”, acrescentou.
Segundo
os bombeiros e relatos de populares, o culto já tinha terminado, às 15h de
ontem, “mas algumas pessoas ainda estavam reunidas no interior da igreja quando
a estrutura ruiu. Senão a situação poderia ser pior”, disse o tenente Rafael
Marques.
Havia
cerca de 15 pessoas na hora do desabamento e grande parte foi socorrida pelos
próprios vizinhos. Os primeiros a serem resgatados pelos bombeiros foram um
menino de quatro anos chamado Davi e um rapaz. Na madrugada desta quinta-feira,
às 4h, Ezequiel de 23 anos e Anderson de 44, foram socorridos e levados pelo
helicóptero Águia. Eles sofreram fraturas nas pernas, no tórax e na coluna, mas
estavam conscientes.
Alvará
A
prefeitura de Diadema informou que o local estava em obras, mas sem autorização
da administração municipal. Uma notificação foi entregue à igreja, na
segunda-feira, determinando a paralisação da obra. A assessoria de imprensa
informou que o imóvel tinha alvará de funcionamento.
O
delegado Miguel Ferreira da Silva visitou hoje o local do desabamento e disse
que depende dos documentos de alvará e de autorização das obras de reforma para
iniciar a investigação. Ele informou que os responsáveis pela obra e pela
igreja poderão ser penalizados, caso sejam comprovadas irregularidades.
Agência Brasil
Correio do Povo
Nenhum comentário:
Postar um comentário