sábado, 8 de junho de 2013

Familiares da tragédia da Kiss rompem com CPI em Santa Maria

Associação pediu desligamento após definição de que sócios da boate não vão depor


A Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) protocolou, na tarde de sexta-feira, pedido para sair da mesa de trabalhos da CPI instalada na Câmara Municipal sobre a boate Kiss. A comissão tem o objetivo de investigar se o poder público deve ser responsabilizado pelo incêndio da casa noturna, que matou 242 pessoas, desde 27 de janeiro.

O maior descontentamento dos familiares é a negativa dos vereadores para que os sócios da boate, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, prestem depoimento à CPI. Segundo o presidente da Associação, Adherbal Ferreira, também existe descontentamento com parte das atitudes tomadas pelos membros da CPI.

O advogado Jonas Stecca representa a AVTSM nas sessões da CPI, mas não deverá comparecer à próxima reunião, marcada para 19 de junho.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 242 pessoas mortas.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

Fonte: Rádio Guaíba

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