quarta-feira, 17 de junho de 2015

Advogado da Laticínios Progresso afirma que portaria permite adição de amido de milho no queijo


   Advogado da Laticínios Progresso afirma que legislação permite adição de amido de milho no queijo.
   Foto: Divulgação

A empresa localizada no distrito de Progresso, Três de Maio, é alvo de denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul. A Operação Queijo Compen$ado 1, deflagrada ontem (16) revelou esquema de fraude no queijo fabricado pela indústria.

Conforme o advogado, Juarez Antônio da Silva, que defende o sócio da Laticínios Progresso, Eduardo André Ribeiro, uma portaria do Ministério da Agricultura autoriza a colocação de amido de milho na fabricação de queijo e derivados em escala industrial. Silva conversou nesta terça-feira (16) com o engenheiro químico responsável pela indústria. Em entrevista a Rádio Colonial, na manhã desta quarta-feira, o advogado reconheceu que a empresa pode ter usado o amido no processamento de queijo, mas não no percentual denunciado pelo Ministério Público. 

“O queijo da Laticínios Progresso não representa risco à saúde, como o próprio promotor afirmou em entrevista. Eventualmente, o amido de milho pode ter sido usado de acordo com os parâmetros previstos pelo Ministério da Agricultura. Agora contestamos o percentual denunciado pelo MP. O engenheiro químico, também, contesta o prejuízo no valor nutricional.

Segundo o Ministério Público, em vez de usar 10 litros de leite para fazer 1 quilo de queijo (que é a fórmula padrão), a empresa usava apenas de cinco a seis litros da matéria-prima e adicionava amido de milho para compensar. 

Sobre o mau-cheiro exalado do queijo, comprovado por meio de escutas telefônicas, o advogado acredita que pode ter havido defeito de fabricação devido ao tempo de maturação do produto ou por falta de acondicionamento correto. Na opinião de Silva, o “fedor” relatado por alguns clientes pode revelar algum problema na fabricação, mas jamais caracterizaria um crime de adulteração do alimento. 

Sobre outra ilegalidade relacionada com a logística, a Laticínios Progresso transportava o queijo até Ivoti para vendê-lo na Região Metropolitana e Vale dos Sinos, Silva diz que não ainda teve tempo para fazer a análise detalhada do material levantado pelo MP.

O advogado Juarez Antônio da Silva garantiu, ainda, que os produtores de leite que entregaram o produto para a empresa vão receber os valores normalmente.


Fonte: Rádio Colonial 

Nenhum comentário:

Postar um comentário