quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Calor mata 600 frangos em Sério, no Vale do Taquari

Prejuízo da propriedade é calculado em mais de R$ 6 mil

   Prejuízo da propriedade é calculado em mais de R$ 6 mil
   Crédito: Deoli Gräff / Correio do Povo

A falta de energia por três horas e meia foi suficiente para a morte de mais de 600 frangos pelo excesso de calor na propriedade de Ari Hünemeyer, na localidade de Alto Arroio Alegre, interior do município de Sério, no Vale do Taquari. Conforme o agricultor, por vários dias a energia estava fraca. “Se ligávamos mais de um motor ou eletrodoméstico, dava problema”.

Na quarta, a concessionária que fornece a energia foi avisada e informou que o problema seria resolvido, mas apenas foi desligada a energia na rede de transmissão às 14h e religada às 17h30min. “E foi bem no horário mais crítico de calor na parte da tarde. Os frangos não suportaram”, afirmou Hünemeyer.

A energia é usada para os ventiladores e chuveirinhos para amenizar o calor dentro do aviário e ainda para movimentar o sistema de alimentação, que é todo automático. O agricultor disse que o lote de 15 mil frangos será entregue para abate no próximo sábado. Cada um pesa, em média, 2,6 quilos. O prejuízo está sendo calculado em mais de R$ 6 mil. Além da perda das aves, houve queima de dois motores e estragos nos eletrodomésticos.

Os frangos mortos foram enterrados na propriedade com uma máquina cedida pela Prefeitura de Sério. “A gente fica triste quando tem que enterrar o que se criou com tanto cuidado”. A família dedica-se a avicultura há 22 anos. E ainda planta milho, aipim, feijão e outras culturas para o consumo da família.

Prejuízos para mais sete famílias

Além das perdas da família Hünemeyer, outras sete famílias da localidade estão enfrentando dificuldades com o fornecimento de energia elétrica. Quando é ligado o chuveiro, não funciona nenhum outro eletrodoméstico. A geladeira não conserva os alimentos. “Quando a energia é fraca causa uma série de problemas na casa e em toda propriedade, porque nós dependemos da energia elétrica”.

Fonte: Deoli Gräff / Correio do Povo

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