quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Rodrigo Maia é reeleito presidente da Câmara dos Deputados

Deputado do DEM atingiu 293 votos e seguiu no comando da Casa

Com 293 votos, deputado Rodrigo Maia segue no comando da Casa | Foto:  Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados / CP
   Com 293 votos, deputado Rodrigo Maia segue no comando da Casa
   Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados / CP

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito presidente da Câmara dos Deputados. O parlamentar recebeu 293 votos no pleito que ocorreu nesta quinta-feira e segue no comando da Casa. Além dele, também concorriam Jovair Arantes (PTB-GO); Luiza Erundina (Psol-SP); Júlio Delgado (PSB-MG); Andre Figueiredo (PDT-CE) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Maia preside a Câmara desde julho do ano passado, em substituição ao ex-deputado Eduardo Cunha, que havia sido eleito para o biênio 2015-2016.

Jovair Arantes obteve 105 votos. Já o candidato do bloco PT, PDT, PCdoB, André Figueiredo (PDT-CE), teve 59 votos; a deputada Luiza Erundina (Psol-SP), 10; o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), 28; e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), quatro votos. Houve cinco votos em branco.

Em discurso na sessão de eleição da Mesa Diretora da Câmara nesta quinta, Maia afirmou vai trabalhar para que a Casa seja um "parlamento reformista". Ele  defendeu a aprovação das reformas da Previdência e da legislação trabalhista para "tirar o Brasil do encilhamento"."(Vamos trabalhar para ter) um parlamento reformista, que entregue em 2018,  um País crescendo, gerando empregos e com taxa de juros com menos de dois dígitos", afirmou Maia. Ele defendeu também a rediscussão do Pacto Federativo para desconcentrar as receitas da União para os Estados e a aprovação "urgente" de uma reforma política.

Em sua fala, Maia também criticou a judicialização de sua candidatura por parte de seus adversários. "Muito se fala em independência da Câmara. Mas, mais uma vez, o ator principal da nossa eleição foi o Poder Judiciário. E por decisão dos próprios políticos", disse o deputado, que teve a candidatura questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta-feira, porém, o ministro Celso de Mello autorizou a candidatura de Maia.

Maia afirmou que, quando se fala em "Câmara forte", é preciso atuar para isso. "Por isso que nossos embates precisam ser aqui dentro, para que a gente mostre para o Judiciário e ao Executivo que a Câmara quer respeito e sua soberania garantida", disse. Ele avaliou que, em seu primeiro mandato, ajudou a melhorar a relação do Legislativo com os outros dois poderes.


Correio do Povo e AE

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