Corte de 8% do
efetivo custará até 20 milhões de dólares em função dos encargos trabalhistas
Twitter cortará 8% do seu efetivo | Foto:
Kimihiro Hoshino / AFP / CP
A rede social Twitter anunciou nesta terça-feira
a supressão de 336 empregos, 8% de seus efetivos totais, dentro de um plano de
reestruturação e economia. Os cortes, anunciados depois da confirmação como
diretor-geral do cofundador Jack Dorsey, custarão até 20 milhões de dólares em
função dos encargos trabalhistas, explicou o Twitter em um documento da bolsa.
"Tomamos algumas decisões duras, mas necessárias para permitir que o Twitter tenha um enfoque mais amplo e reinvestir no crescimento", disse Dorsey, de 38 anos, em um tuíte no qual anunciou o plano. Na semana passada, a rede social lançou nos Estados Unidos uma ferramenta denominada "Moments" que permite acessar rapidamente o "melhor do Twitter", ajudando os usuários a não perderem as principais mensagens e tendências do dia.
O Twitter vem batalhando para expandir-se além dos 300 milhões de usuários, um número menor do que o do Instagram e muito longe do apresentado pelo Facebook. A empresa também quer fazer frente ao Snapchat e ao WhatsApp. A companhia contabiliza 316 milhões de usuários mas apenas 44% se conecta todos os dias. Em termos de comparação, 65% dos 1,49 bilhão de usuários do Facebook acessa cotidianamente a essa rede social.
"Estamos fazendo uma reorganização de nossos efetivos para colocar a nossa empresa em um caminho de crescimento sólido", afirmou Dorsey em uma carta aos funcionários e às autoridades financeiras. Os departamentos de produto e engenharia serão os mais afetados, disse o Twitter, que confirma que o maior problema da companhia é o produto, comentou Shebly Seyrafi da FBN Securities.
O grupo californiano, que empregava 4.100 pessoas até o final de junho, não deu detalhes de como serão repartidas as demissões. A redução do quadro de funcionários custará aproximadamente 290 milhões de dólares, especialmente em indenizações. Os gastos de reestruturação serão de 5 e 15 milhões de dólares. "O mundo precisa de um Twitter forte e este é outro passo em direção ao futuro", disse Dorsey. Ele acrescentou que será elaborado um plano para mudar a forma de trabalho e saber o que será necessário para esse trabalho.
Dorsey dirigiu o Twitter de 2007 a 2008 e no último verão boreal esteve à frente da transição ocorrida depois da saída do ex-presidente da companhia Dick Costolo. Agora deverá dividir seu tempo entre o Twitter e o sistema de pagamentos on-line Square, que está sob sua direção e que em breve deverá operar na Bolsa. Para muitos analistas, Dorsey é o potencial salvador do Twitter para que essa rede social volte a crescer.
Lou Kerner, fundador e diretor de Social Internet Fund, comentou que a reorganização do Twitter "é um sinal positivo de que Dorsey fala sério sobre as mudanças, embora elas sejam duras, para que o Twitter volte a ser uma grande companhia novamente". "É um grande desafio porque deverá fazer mudanças audaciosas para envolver aqueles que já experimentaram o Twitter e não se sentem ligados à rede social e sem incomodar os usuários que já amam o Twitter", afirmou Kerner. "Considerando o contexto e o imenso talento de Dorsey, acho que ele é a pessoa mais qualificada para tentar isso", completou.
"Tomamos algumas decisões duras, mas necessárias para permitir que o Twitter tenha um enfoque mais amplo e reinvestir no crescimento", disse Dorsey, de 38 anos, em um tuíte no qual anunciou o plano. Na semana passada, a rede social lançou nos Estados Unidos uma ferramenta denominada "Moments" que permite acessar rapidamente o "melhor do Twitter", ajudando os usuários a não perderem as principais mensagens e tendências do dia.
O Twitter vem batalhando para expandir-se além dos 300 milhões de usuários, um número menor do que o do Instagram e muito longe do apresentado pelo Facebook. A empresa também quer fazer frente ao Snapchat e ao WhatsApp. A companhia contabiliza 316 milhões de usuários mas apenas 44% se conecta todos os dias. Em termos de comparação, 65% dos 1,49 bilhão de usuários do Facebook acessa cotidianamente a essa rede social.
"Estamos fazendo uma reorganização de nossos efetivos para colocar a nossa empresa em um caminho de crescimento sólido", afirmou Dorsey em uma carta aos funcionários e às autoridades financeiras. Os departamentos de produto e engenharia serão os mais afetados, disse o Twitter, que confirma que o maior problema da companhia é o produto, comentou Shebly Seyrafi da FBN Securities.
O grupo californiano, que empregava 4.100 pessoas até o final de junho, não deu detalhes de como serão repartidas as demissões. A redução do quadro de funcionários custará aproximadamente 290 milhões de dólares, especialmente em indenizações. Os gastos de reestruturação serão de 5 e 15 milhões de dólares. "O mundo precisa de um Twitter forte e este é outro passo em direção ao futuro", disse Dorsey. Ele acrescentou que será elaborado um plano para mudar a forma de trabalho e saber o que será necessário para esse trabalho.
Dorsey dirigiu o Twitter de 2007 a 2008 e no último verão boreal esteve à frente da transição ocorrida depois da saída do ex-presidente da companhia Dick Costolo. Agora deverá dividir seu tempo entre o Twitter e o sistema de pagamentos on-line Square, que está sob sua direção e que em breve deverá operar na Bolsa. Para muitos analistas, Dorsey é o potencial salvador do Twitter para que essa rede social volte a crescer.
Lou Kerner, fundador e diretor de Social Internet Fund, comentou que a reorganização do Twitter "é um sinal positivo de que Dorsey fala sério sobre as mudanças, embora elas sejam duras, para que o Twitter volte a ser uma grande companhia novamente". "É um grande desafio porque deverá fazer mudanças audaciosas para envolver aqueles que já experimentaram o Twitter e não se sentem ligados à rede social e sem incomodar os usuários que já amam o Twitter", afirmou Kerner. "Considerando o contexto e o imenso talento de Dorsey, acho que ele é a pessoa mais qualificada para tentar isso", completou.
AFP
Correio do Povo
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