Suspeita é de que Michele de Moraes e vizinho
tenham sido assassinados
Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal
Pela sexta vez em sete anos, Michele Oliveira de Moraes, 29
anos, está desaparecida. Namorada do assaltante de carros-fortes José Carlos
dos Santos, o Seco (preso desde 2006), ela foi arrancada de casa, no
Residencial Pitangueiras, Bairro Mathias Velho, em Canoas, por homens
encapuzados e armados, em um carro escuro, no dia 16 de outubro.
Com ela, foi sequestrado Maicon Bialva dos Santos, 24 anos, também morador do bairro. Os sumiços foram registrados na Polícia Civil, mas a investigação sequer foi iniciada.
Nos outros cinco ataques do qual foi vítima, criminosos teriam levado Michele para tentar arrancar dela informações sobre o local onde estariam supostos milhões roubados e guardados por Seco.
Com ela, foi sequestrado Maicon Bialva dos Santos, 24 anos, também morador do bairro. Os sumiços foram registrados na Polícia Civil, mas a investigação sequer foi iniciada.
Nos outros cinco ataques do qual foi vítima, criminosos teriam levado Michele para tentar arrancar dela informações sobre o local onde estariam supostos milhões roubados e guardados por Seco.
Relação entre eles é desconhecida.
Mas, agora, a família suspeita de que ela tenha se envolvido em
uma perigosa negociação com traficantes. E, provavelmente, executada, assim
como o rapaz levado com ela, cujo tipo de envolvimento a polícia desconhece.
Informações não confirmadas pela polícia dão conta de que a namorada do famoso assaltante teria tramado um golpe para ganhar mais de R$ 200 mil de traficantes da Região Metropolitana.
Informações não confirmadas pela polícia dão conta de que a namorada do famoso assaltante teria tramado um golpe para ganhar mais de R$ 200 mil de traficantes da Região Metropolitana.
Prima dela já sofreu ameaças
A suspeita dos parentes é de que Maicon tenha sido envolvido no
esquema. Ele receberia mais de R$ 2 mil para se passar por um falso traficante
do Interior.
Há cerca de dois meses, uma prima de Michele já teria sido obrigada a deixar a cidade. As paredes da sua casa foram alvejadas por tiros. Os criminosos cobravam uma dívida feita, supostamente, por Michele usando o nome da prima.
Há cerca de dois meses, uma prima de Michele já teria sido obrigada a deixar a cidade. As paredes da sua casa foram alvejadas por tiros. Os criminosos cobravam uma dívida feita, supostamente, por Michele usando o nome da prima.
Ainda a investigar
No dia seguinte ao desaparecimento, a família de Michele registrou o caso na Delegacia de Homicídios de Canoas. Na ocorrência, não é citado rapto nem a presença de Maicon. Somente na quinta, oito dias após o sumiço, a família do rapaz foi à 1ª DP de Canoas.
A mãe de Maicon relata que ele deveria ter ido jogar futebol na noite de 16 de outubro em Sapucaia do Sul, mas não apareceu. Foi para a casa de Michele e sumiu.
De acordo com o delegado Rafael Soares Pereira, o caso não caracteriza um sequestro. Não foram solicitados valores aos familiares, por exemplo. No entendimento do titular da 1ª DP de Canoas, há sinais de que houve duplo assassinato. Por isso, a ocorrência será encaminhada à Delegacia de Homicídios.
Quem é Seco
José Carlos dos Santos, o Seco, preso desde 2006, foi considerado o foragido número 1 e era suspeito dos principais roubos a carros-fortes desde 2002. Pelos crimes que já foi condenado, a pena soma mais de 200 anos de prisão.
No dia seguinte ao desaparecimento, a família de Michele registrou o caso na Delegacia de Homicídios de Canoas. Na ocorrência, não é citado rapto nem a presença de Maicon. Somente na quinta, oito dias após o sumiço, a família do rapaz foi à 1ª DP de Canoas.
A mãe de Maicon relata que ele deveria ter ido jogar futebol na noite de 16 de outubro em Sapucaia do Sul, mas não apareceu. Foi para a casa de Michele e sumiu.
De acordo com o delegado Rafael Soares Pereira, o caso não caracteriza um sequestro. Não foram solicitados valores aos familiares, por exemplo. No entendimento do titular da 1ª DP de Canoas, há sinais de que houve duplo assassinato. Por isso, a ocorrência será encaminhada à Delegacia de Homicídios.
Quem é Seco
José Carlos dos Santos, o Seco, preso desde 2006, foi considerado o foragido número 1 e era suspeito dos principais roubos a carros-fortes desde 2002. Pelos crimes que já foi condenado, a pena soma mais de 200 anos de prisão.
Fonte: Eduardo Torres |
DIÁRIO GAÚCHO
Nenhum comentário:
Postar um comentário