Os novos gestores da região Sul
que participam do seminário, promovido pela Confederação Nacional de Municípios
(CNM), foram orientados a respeito dos modelos de ações judiciais elaboradas
pela entidade e que beneficiam a gestão municipal.
O presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, falou na tarde
desta segunda-feira, 7 de novembro, que essa é uma oportunidade de os prefeitos
terem um bom inicio de mandato. Segundo Ziulkoski, o ingresso das ações podem
“gerar recurso ou economia para os Municípios”.
“A Confederação pagou o custo para elaboração do parecer técnico
e das ações”, informou Ziulkoski. O líder municipalista reforçou que esta foi
mais uma medida adotada pela entidade e que não tem custo algum para os
Municípios.
Saiba
quais são essas ações
Estas ações foram apresentadas pelo advogado da CNM, especialista em direito administrativo, Mártin Haeberlin. Segundo o advogado, “são 5 questões, e praticamente todas elas, envolvem todos os Municípios”, garantiu.
De acordo com o consultor Jurídico, a primeira ação trata dos
ativos da iluminação pública ”esta ação está pronta, já tem parecer e modelo
disponível na Área Restrita do site da CNM dos Municípios que são contribuintes
com a entidade”, revelou.
A segunda ação também trata da iluminação pública, porém
refere-se às horas que o Município paga as concessionárias para ter o serviço.
Mártin explicou que os Municípios são obrigados a “pagar por 11horas e 52
minutos, independente do tempo que a lâmpada de iluminação publica fica acesa
no Município”. Segundo ele, foram feitos estudos que comprovam que essas
lâmpadas ficam bem menos tempo ligadas, ou seja, os Municípios pagam por uma
coisa que não usam.
A atualização do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é o
motivo da terceira ação. O consultor jurídico da CNM esclareceu que os
Municípios recebem 24,5% da arrecadação de Imposto de Renda e Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI), “são 22,5% divididos em três decêndios, e 1%
em dezembro e 1% em julho. O que acontece é que quando a União paga o valor de
1% ele é pago nominalmente, sem correção de juros. Esses juros ficam pra quem?
Pra União. Ou seja, a União está se apropriando de um dinheiro que é dos
Municípios”, explicou dizendo ainda que os gestores podem e devem recorrer
dessa ação e resgatar o valor corrigido pela taxa do Sistema Especial de
Liquidação e de Custódia (Selic).
A quarta ação vale para os Municípios com menos de 30 mil
habitantes e trata das equipes de Saúde da Família. “O que a CNM pretende com
esta ação é que a União pague o valor exato que o Município gasta para manter
essa equipe no Município. Hoje os Municípios recebem cerca de R$ 7 mil e gastam
mais de R$ 10 mil, por equipe”, contou. Segundo o advogado, o objetivo desta
ação é garantir a complementação do valor.
A quinta e última ação é a
respeito do Censo populacional. O questionamento da Confederação é quanto a
contagem populacional que não foi realizada em 2015, isso tem prejudicado muito
os Municípios que ficam com defasagem nos recursos que são repassados com base
no Censo.
Ziulkoski disse que a CNM e os técnicos estarão à disposição
para esclarecer as dúvidas dos novos prefeitos durante o evento.
Fonte:
Confederação Nacional de Municípios (CNM)
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