Operação Lava Jato não teria intimidado quadrilha que age na
estatal
Sérgio Moro diz que negociações estão em curso
| Foto: Ricardo Borges / Folhapress / CP
O esquema de propina a agentes da Petrobras ou de
suas subsidiárias ainda persiste, avalia a Justiça. Ao decretar a prisão do
lobista Mário Frederico Mendonça Goes, apontado como operador do ex-diretor de
Serviços da estatal Renato Duque, o juiz federal Sérgio Fernando Moro advertiu
que nem mesmo a deflagração da Operação Lava Jato “dissuadiu” a corrupção na
petrolífera. “Em especial, perturba este Juízo a existência de provas de que
Mário Goes, na intermediação de propinas, teria atuado para Pedro Barusco
(delator da Lava Jato) e Renato Duque no passado e persistiria atuando, na
intermediação de propinas periódicas, agora da Arxo para a Petrobras
Distribuidora, de 2012 até pelo menos o final de 2014”, destaca o magistrado. A
BR Distribuidora é uma subsidiária da Petrobras.
Goes é procurado pela Polícia Federal, que lhe atribui papel central na operação My Way, deflagrada na última quinta-feira, nona fase da Lava-Jato. A operação mira agora negócios e pagamentos suspeitos de empresas com relações na BR Distribuidora.
Moro é o juiz que conduz todas as ações penais da Lava-Jato sobre fraudes em licitações, cartelização das maiores empreiteiras do país e corrupção na Petrobras. Em seu despacho, o juiz anota que restou “constatado que persiste, em novos esquemas, a intermediação de propinas a agentes da estatal ou de suas subsidiárias”.
Segundo o Ministério Público Federal, Goes teria o mesmo papel do doleiro Alberto Youssef e do lobista Fernando Soares, operador do PMDB na Petrobras — Youssef e Baiano estão presos. “Um intermediador profissional do pagamento de propinas por empresas privadas a dirigentes ou empregados da Petrobras”, assim é descrito Goes pela força-tarefa da Lava Jato. Ele teria atuado para Duque e para Pedro Barusco, ex-gerente-executivo da Diretoria de Serviços, que fez delação premiada. “Também perturbadora a informação da negociação recente de pagamento de propina em contrato da Petrobras Aviation com a Arxo, aparentemente ainda em curso de pagamento”, diz o juiz. Ele alerta para “presentes riscos à ordem pública” e para a “necessidade de prevenir novas práticas delitivas”.
Goes é procurado pela Polícia Federal, que lhe atribui papel central na operação My Way, deflagrada na última quinta-feira, nona fase da Lava-Jato. A operação mira agora negócios e pagamentos suspeitos de empresas com relações na BR Distribuidora.
Moro é o juiz que conduz todas as ações penais da Lava-Jato sobre fraudes em licitações, cartelização das maiores empreiteiras do país e corrupção na Petrobras. Em seu despacho, o juiz anota que restou “constatado que persiste, em novos esquemas, a intermediação de propinas a agentes da estatal ou de suas subsidiárias”.
Segundo o Ministério Público Federal, Goes teria o mesmo papel do doleiro Alberto Youssef e do lobista Fernando Soares, operador do PMDB na Petrobras — Youssef e Baiano estão presos. “Um intermediador profissional do pagamento de propinas por empresas privadas a dirigentes ou empregados da Petrobras”, assim é descrito Goes pela força-tarefa da Lava Jato. Ele teria atuado para Duque e para Pedro Barusco, ex-gerente-executivo da Diretoria de Serviços, que fez delação premiada. “Também perturbadora a informação da negociação recente de pagamento de propina em contrato da Petrobras Aviation com a Arxo, aparentemente ainda em curso de pagamento”, diz o juiz. Ele alerta para “presentes riscos à ordem pública” e para a “necessidade de prevenir novas práticas delitivas”.
Fonte: Correio do Povo
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