domingo, 23 de abril de 2017

Porta-aviões americano inicia exercícios navais com o Japão

Atividades começam em momento de tensão provocada pelos programas balístico e nuclear da Coreia do Norte

Porta-aviões americano inicia exercícios navais com o Japão | Foto: MC3 Matt Brown / Navy Media Content Services / AFP / CP
Porta-aviões americano inicia exercícios navais com o Japão | Foto: MC3 Matt Brown / Navy Media Content Services / AFP / CP

O porta-aviões americano "USS Carl Vinson" e sua escolta iniciaram neste domingo exercícios navais com o Japão, informou a Marinha dos Estados Unidos, em um momento de crescente tensão regional provocada pelos programas balístico e nuclear da Coreia do Norte. Os exercícios acontecem no Mar das Filipinas.

O porta-aviões americano "USS Carl Vinson" e sua escolta, dois destróieres lança-mísseis e um cruzeiro também lançador de mísseis, "continuam sua rota para o norte no Pacífico Oeste". A confusão dominou as notícias nos últimos dias sobre a posição exata do porta-aviões.

O presidente americano Donald Trump havia dado a entender que o "Carl Vinson" seguia para a península coreana quando na realidade seguia para a Austrália. No sábado, o vice-presidente americano Mike Pence declarou em Sydney que o porta-aviões chegaria nos próximos dias ao Mar do Japão.

O "USS Carl Vinson" e a Marinha japonesa iniciaram um "exercício bilateral no Mar das Filipinas", anunciou a Marinha americana em sua página no Facebook. O objetivo é garantir "que as forças marítimas estejam preparadas para defender a região em caso de necessidade", completa a nota.

Os exercícios navais devem durar vários dias e contar com a presença de dois navios japoneses. Esta é a terceira vez que a Marinha japonesa realiza exercícios com o "USS Carl Vinson".

Pence advertiu durante a semana que Washington responderia a qualquer ataque de Pyongyang de maneira "avassaladora e eficaz". A Coreia do Norte desenvolve um míssil balístico intercontinental com capacidade de transportar uma ogiva nuclear até o continente americano. Há várias semanas analistas especulam sobre um sexto teste nuclear iminente do regime norte-coreano. Pyongyang endureceu o tom nas últimas semanas, com ameaças de represálias inclusive contra aliados regionais dos Estados Unidos, como Japão e Coreia do Sul, onde estão presentes forças americanas, mas também a Austrália.


AFP
Correio do Povo

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