Incêndio criminoso matou três pessoas perto da
rodoviária
Conforme a delegada Marinês Trevisan, testemunhas disseram que o suspeito passou a segunda-feira rondando o local (Foto: Jonas Ramos / Especial)
A Polícia Civil
confirmou as identidades das três vítimas que morreram carbonizadas no incêndio de uma pensão próxima da Estação
Rodoviária de Caxias do Sul, em 3 de dezembro do ano passado. Elas são Mauro
Kuhn Casara, 68 anos, Angelin dos Santos Alves, 46, e Ademir Rodrigues, ainda
sem idade confirmada.
No dia da tragédia, testemunhas já suspeitavam de que os mortos eram esses três homens. O resultado só foi possível por meio de exames de DNA, que comparou o material genético de pessoas que procuravam familiares entre as vítimas.
No dia da tragédia, testemunhas já suspeitavam de que os mortos eram esses três homens. O resultado só foi possível por meio de exames de DNA, que comparou o material genético de pessoas que procuravam familiares entre as vítimas.
O delegado titular da Delegacia
de Homicídios e Desaparecidos (DHD), Rodrigo Kegler Duarte, prevê a conclusão
do inquérito para a próxima semana.
O suspeito do crime, João Carlos Monteiro de
Souza, 24, foi preso em flagrante por
volta das 6h do mesmo dia do incêndio, quando comprava cigarros na rodoviária,
poucos metros distante de onde ficava o imóvel que também abrigava uma moradia
e dois bares. Tudo acabou destruído pelo fogo. Souza foi localizado por
policiais militares com auxílio de populares e acabou reconhecido formalmente
por testemunhas na delegacia.
Souza era antigo morador da pensão, que ficava
nos fundo da Lancheria dos Viajantes, na Rua Ernesto Alves, no Centro. Segundo
as testemunhas, ele estava revoltado por ter sido proibido de passar a noite na
hospedaria depois de desavenças com hóspedes. Ele teria pulado o portão do
corredor de acesso à pensão, se dirigido até o quarto de um homem responsável
por cuidar da hospedaria e jogado gasolina em um colchão, além de espalhar o
combustível ao redor do aposento.
A hipótese de que o autor do incêndio estava acompanhado ainda não foi confirmada. Conforme o delegado, Souza deve responder por triplo homicídio qualificado, devido ao meio cruel empregado nas mortes e impossibilidade de defesa das vítimas. Souza continuava recolhido até a tarde de ontem na Penitenciária Regional de Caxias do Sul (Percs), na localidade do Apanhador.
A hipótese de que o autor do incêndio estava acompanhado ainda não foi confirmada. Conforme o delegado, Souza deve responder por triplo homicídio qualificado, devido ao meio cruel empregado nas mortes e impossibilidade de defesa das vítimas. Souza continuava recolhido até a tarde de ontem na Penitenciária Regional de Caxias do Sul (Percs), na localidade do Apanhador.
Fonte: Róger Ruffato | PIONEIRO.COM
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