terça-feira, 31 de março de 2015

Nota sobre o cenário da educação no país e na UFSM


Iniciamos este ano com um cenário desfavorável à educação pública brasileira. Com o corte de 7 bilhões para educação muitas universidades foram atingidas, afetando o cotidiano  de milhares de estudantes. Nas instituições privadas já há dificuldades de acesso ao FIES (Programa de Financiamento Estudantil) e nas instituições públicas a retenção de verbas está causando problemas não só em questões estruturais de ensino, mas também na permanência das/dos estudantes na Universidade.

Isso mostra o quanto a execução do Plano Nacional de Educação (PNE) corre riscos graves. Pois 2020 é o prazo máximo para a aplicação dos 10% do PIB para a educação, além dos 50% do Fundo Social do Pré-Sal também destinados a este setor. Cabe agora ao conjunto de estudantes lutar contra qualquer tipo de retrocesso e pela efetivação dessa nossa conquista, já aprovada em lei.

Para além da questão orçamentária, também se percebe a instabilidade da gestão da educação. Em menos de três meses já se anuncia um novo Ministro para o MEC. Renato Janine Ribeiro assume o cargo, apresentando-se com um perfil universitário, e tendo muitos desafios a enfrentar nessa nova função. Logo, é fundamental que nesta nova gestão o ministro esteja favorável ao diálogo com os movimentos sociais pela educação, já que várias universidades estão sofrendo com problemas muito objetivos.

Na UFSM a falta de professores e de estrutura física, principalmente na Assistência Estudantil, está afetando a rotina de todos estudantes. Muitas obras precisam ser finalizadas com urgência, e uma delas é a ampliação do Restaurante Universitário. O atraso na entrega desta reforma está causando grandes filas na hora do almoço, o que prejudica a rotina de estudo e trabalho de todos e todas. 

Na Casa do Estudante e na União Universitária se percebe um crescimento na demanda por moradia estudantil, também em função do aumento no teto para aquisição do Benefício Socioeconômico (BSE), o qual subiu para um salário mínimo e meio devido a uma luta histórica do movimento estudantil para garantir a permanência de mais pessoas na universidade. É neste sentido que nós do Diretório Central dos Estudantes (DCE) convocamos à todos e todas para estarem na luta pela garantia dos direitos dos estudantes, pautando mais vagas nas Casas do Estudante em todos os campi da UFSM, bem como a ampliação imediata do RU 1 e a construção de um novo RU no campus central!

Diante deste contexto, os professores e técnicos-administrativos já sinalizaram por uma paralização no início do mês de abril. O DCE apoia essa iniciativa pois acredita que todos os estudantes devem se somar nessa mobilização dos servidores, tendo em vista que a universidade é formada por todas essas categorias. Para além disso, convidamos todas e todos que quiserem contribuir na luta pela educação a participarem de uma roda de debate sobre o cenário atual, a Roda da Educação e Cultura, que acontecerá na próxima segunda-feira, dia 6 de abril, às 17h, em frente ao Restaurante Universitário I do Campus.  Convidamos também a todos e todas que almoçam todos os dias no RU I, para que comecem a organizar a fila do Restaurante sempre no sentido da Avenida Roraima, entre o RU e o CAL, com o intuito de trancar a passagem de trânsito enquanto houver gente esperando para almoçar.

Diretório Central dos Estudantes – É Tempo de Avançar!

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Fonte: DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES - UFSM

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