Governo
estima que votação das medidas deva ocorrer de 20 a 23 de dezembro
Sob o
sol forte, professores aprovaram, em assembleia geral promovida pelo Cpers
Sindicato, na tarde de hoje, entrar em greve a partir da próxima terça-feira. A
categoria aprovou a medida como pressão sobre os deputados estaduais a votar
contra o pacote de contenção econômica e fiscal enviado pelo governo estadual à
Assembleia Legislativa. O magistério contesta, por exemplo, a flexibilização do
calendário de pagamento da folha e do 13º e o aumento da contribuição
previdenciária.
A presidente do Cpers, Helenir Schürer, explicou que a data
escolhida para o início da greve coincide com um ato convocado pelos servidores
na Praça da Matriz. Depois, no dia 19, uma vigília maior deve se formar no
local para acompanhar as votações, já que o governo estima que as medidas
cheguem a plenário entre os dias 20 e 23 de dezembro.
“Essa é uma greve diferenciada, é uma greve de resistência. Nós
tiramos (a decisão de parar) exatamente no dia 13, que é o dia do grande ato de
todos os servidores públicos, em Porto Alegre, e a partir dali nós temos um
calendário para fazer atos nas bases dos deputados da base do governo para
poder contar para a população, o que significa o pacote e cobrar. E, depois,
vamos montar no dia 19 o acampamento na Praça da Matriz, com a vigília permanente,
acompanhando a votação e fazendo a pressão final”, explicou Helenir.
Antes disso, entre os dias 14 e 16, a intenção do sindicato é
realizar atos nas cidades de Uruguaiana, base do deputado Frederico Antunes
(PP); Marau, base do deputado Vilmar Zanchin e Sérgio Turra; Frederico
Westphalen, base da deputada e presidente da Assembleia, Silvana Covatti; Nova
Prata, base do deputado João Reinelli e Candelária, base do deputado Adolfo
Britto.
O que disse o governo
Em nota, o Palácio Piratini afirmou considerar a medida dos
professores “equivocada e inoportuna”, tendo em vista que o ano letivo regular
se encerra no dia 23 de dezembro. Conforme o governo, a decisão da
categoria prejudica a comunidade escolar.
Com relação às propostas enviadas ao parlamento estadual, o
Piratini reiterou que a meta é reverter o cenário de quatro décadas de déficit
sucessivo. Conforme o governo, a prioridade é atender especialmente as áreas de
educação, segurança, saúde, infraestrutura e social.
A Secretaria Estadual da Educação também estima que, apesar da
deflagração da greve, os professores estaduais encerrarão o ano letivo na data
prevista.
Votações
Com relação à votação na Assembleia, a tendência é a de que cada
deputado receba cinco senhas para livre distribuição. As galerias serão
divididas em duas alas: para favoráveis e contrários às matérias do pacote.
Algumas partes, nos cantos laterais, no entanto, devem ficar bloqueadas ao
acesso devido ao entendimento de que esses locais permitem facilmente que
manifestantes mais exaltados pulem para o plenário.
Fonte: Vitória Famer | Rádio Guaíba
Nenhum comentário:
Postar um comentário