quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Em pressão contra pacote, magistério estadual decide entrar em greve a partir de terça-feira

Governo estima que votação das medidas deva ocorrer de 20 a 23 de dezembro

Sob o sol forte, professores aprovaram, em assembleia geral promovida pelo Cpers Sindicato, na tarde de hoje, entrar em greve a partir da próxima terça-feira. A categoria aprovou a medida como pressão sobre os deputados estaduais a votar contra o pacote de contenção econômica e fiscal enviado pelo governo estadual à Assembleia Legislativa. O magistério contesta, por exemplo, a flexibilização do calendário de pagamento da folha e do 13º e o aumento da contribuição previdenciária.

A presidente do Cpers, Helenir Schürer, explicou que a data escolhida para o início da greve coincide com um ato convocado pelos servidores na Praça da Matriz. Depois, no dia 19, uma vigília maior deve se formar no local para acompanhar as votações, já que o governo estima que as medidas cheguem a plenário entre os dias 20 e 23 de dezembro.

“Essa é uma greve diferenciada, é uma greve de resistência. Nós tiramos (a decisão de parar) exatamente no dia 13, que é o dia do grande ato de todos os servidores públicos, em Porto Alegre, e a partir dali nós temos um calendário para fazer atos nas bases dos deputados da base do governo para poder contar para a população, o que significa o pacote e cobrar. E, depois, vamos montar no dia 19 o acampamento na Praça da Matriz, com a vigília permanente, acompanhando a votação e fazendo a pressão final”, explicou Helenir.

Antes disso, entre os dias 14 e 16, a intenção do sindicato é realizar atos nas cidades de Uruguaiana, base do deputado Frederico Antunes (PP); Marau, base do deputado Vilmar Zanchin e Sérgio Turra; Frederico Westphalen, base da deputada e presidente da Assembleia, Silvana Covatti; Nova Prata, base do deputado João Reinelli e Candelária, base do deputado Adolfo Britto.

O que disse o governo

Em nota, o Palácio Piratini afirmou considerar a medida dos professores “equivocada e inoportuna”, tendo em vista que o ano letivo regular se encerra no dia 23 de dezembro. Conforme o governo, a decisão da categoria prejudica a comunidade escolar.

Com relação às propostas enviadas ao parlamento estadual, o Piratini reiterou que a meta é reverter o cenário de quatro décadas de déficit sucessivo. Conforme o governo, a prioridade é atender especialmente as áreas de educação, segurança, saúde, infraestrutura e social.

A Secretaria Estadual da Educação também estima que, apesar da deflagração da greve, os professores estaduais encerrarão o ano letivo na data prevista.

Votações

Com relação à votação na Assembleia, a tendência é a de que cada deputado receba cinco senhas para livre distribuição. As galerias serão divididas em duas alas: para favoráveis e contrários às matérias do pacote. Algumas partes, nos cantos laterais, no entanto, devem ficar bloqueadas ao acesso devido ao entendimento de que esses locais permitem facilmente que manifestantes mais exaltados pulem para o plenário.


Fonte: Vitória Famer | Rádio Guaíba

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