sábado, 2 de novembro de 2013

Santa Rosa: UPA pronta e sem data para funcionar

Estrutura é para atender casos de urgência e emergência 24h. Falta montar a equipe, mas primeiro definir quem pagará a conta.

O prédio com frente para a Rua Caxias (fundos do Vida & Saúde) está pronto. Foi entregue pelo Estado à Fundação Municipal de Saúde na semana passada. Todos os equipamentos estão licitados, alguns já instalados. A mobília também está chegando. Em tese, para funcionar não falta nada. Em tese, porque na prática falta dinheiro.

Para funcionar com atendimento 24h, a UPA precisa de uma equipe de aproximadamente 100 funcionários, incluindo médicos e enfermeiros. A Fundação estima que a despesa mensal gire entre R$ 600 mil e R$ 650 mil. Quem paga a conta é a União, que está pronta para repassar R$ 150 mil e o Estado com mais R$ 75 mil. À Fundação tocaria bancar cerca de R$ 400 mil. "Não temos esse dinheiro" declara o presidente Luis Antônio Benvegnú, sem rodeios. União e Estado dobram os repasses a partir da qualificação alcançada pela UPA. "A qualidade se conquista após técnicos do Ministério da Saúde visitarem as instalações e confirmarem que o atendimento atende os padrões de exigência". Isso resolve tudo? "Não", responde Benvegnú, porque a UPA de Canoas, por exemplo, levou um ano para receber a qualificação. "Não temos esse dinheiro todo", insiste Benvegnú.

Além de Santa Rosa, outros oito municípios no RS estão com suas UPAs prontas esperando por definições de financiamentos. O grupo, que conversa muito entre si, tem uma audiência marcada para a semana que vem com Ciro Simoni, secretário estadual da Saúde. Apresentarão as seguintes propostas: a União e o Estado aumentam os repasses ou as UPAs entram em funcionamento já enquadradas como qualificadas. "Não abriremos a nossa UPA se nenhuma das duas propostas for aceita" sinaliza claramente Luis Antônio Benvegnú.

Ele concorda que a UPA significará um grande avanço à saúde pública, mas numa área que já está sendo atendida pelos hospitais locais (urgência e emergência). "Com R$ 400 mil nós temos várias outras prioridades para garantir crescimento. Temos no máximo R$ 100 mil para destinar à UPA" conclui Benvegnú.

A tendência é que a Fundação terceirize a administração e os atendimentos da UPA ao Hospital Vida & Saúde.


Fonte/Fotos: Jornal Noroeste

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