Estrutura é para atender
casos de urgência e emergência 24h. Falta montar a equipe, mas primeiro definir
quem pagará a conta.
O prédio com frente para a Rua Caxias (fundos do Vida &
Saúde) está pronto. Foi entregue pelo Estado à Fundação Municipal de Saúde na
semana passada. Todos os equipamentos estão licitados, alguns já instalados. A
mobília também está chegando. Em tese, para funcionar não falta nada. Em tese,
porque na prática falta dinheiro.
Para funcionar com atendimento 24h, a UPA precisa de uma equipe
de aproximadamente 100 funcionários, incluindo médicos e enfermeiros. A
Fundação estima que a despesa mensal gire entre R$ 600 mil e R$ 650 mil. Quem
paga a conta é a União, que está pronta para repassar R$ 150 mil e o Estado com
mais R$ 75 mil. À Fundação tocaria bancar cerca de R$ 400 mil. "Não temos
esse dinheiro" declara o presidente Luis Antônio Benvegnú, sem rodeios.
União e Estado dobram os repasses a partir da qualificação alcançada pela UPA.
"A qualidade se conquista após técnicos do Ministério da Saúde visitarem
as instalações e confirmarem que o atendimento atende os padrões de
exigência". Isso resolve tudo? "Não", responde Benvegnú, porque
a UPA de Canoas, por exemplo, levou um ano para receber a qualificação.
"Não temos esse dinheiro todo", insiste Benvegnú.
Além de Santa Rosa, outros oito municípios no RS estão com suas
UPAs prontas esperando por definições de financiamentos. O grupo, que conversa
muito entre si, tem uma audiência marcada para a semana que vem com Ciro
Simoni, secretário estadual da Saúde. Apresentarão as seguintes propostas: a
União e o Estado aumentam os repasses ou as UPAs entram em funcionamento já
enquadradas como qualificadas. "Não abriremos a nossa UPA se nenhuma das
duas propostas for aceita" sinaliza claramente Luis Antônio Benvegnú.
Ele concorda que a UPA significará um grande avanço à saúde
pública, mas numa área que já está sendo atendida pelos hospitais locais
(urgência e emergência). "Com R$ 400 mil nós temos várias outras
prioridades para garantir crescimento. Temos no máximo R$ 100 mil para destinar
à UPA" conclui Benvegnú.
A tendência é que a Fundação terceirize a administração e os
atendimentos da UPA ao Hospital Vida & Saúde.
Fonte/Fotos: Jornal Noroeste
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