sexta-feira, 25 de março de 2016

Sancionado o projeto de lei que institui o Dia do Laço no Rio Grande do Sul


Dia do Laço
   Para Sartori, a lei reforça a valorização do laço como um forte símbolo da cultura gaúcha (Foto: Karine Viana)

O governador José Ivo Sartori assinou, simbolicamente, nesta quinta-feira (24), a sanção do projeto de lei 377/2015, que estabelece o dia 26 de março como Dia do Laço. A data será incorporada ao calendário oficial de eventos do Estado e foi escolhida por ser o aniversário de Porto Alegre. A assinatura ocorreu durante almoço no galpão da Farsul no Parque da Harmonia, em Porto Alegre. 


Para Sartori, a lei reforça a valorização do laço como um forte símbolo da cultura gaúcha. “O laço remonta às nossas origens indígenas, porque eles é que primeiro o usaram como instrumento de trabalho. Mas é também parte da história, como patrimônio da cultura e da tradição gaúcha, e um símbolo de Porto Alegre”, disse.


Para o autor do projeto de lei, deputado Elton Weber, a data serve como preservação da cultura gaúcha. “Estamos registrando em lei o laço como mais um símbolo do estado, além de homenagear os laçadores e as pessoas que se reúnem pela tradição, cultivam a amizade e o companheirismo, que vemos muito nos rodeios e competições”, afirmou, acrescentando que há no Rio Grande do Sul cerca de 20 mil laçadores. O estado é também sede de, aproximadamente, 400 rodeios por ano.

  
O Parque da Harmonia sedia durante o feriado de Páscoa o 15º Rodeio de Porto Alegre, com a presença de competidores gaúchos, e do Estado, Paraná e Mato Grosso do Sul.


Participaram da cerimônia, o secretário do Turismo, Esporte e Lazer, Juvir Costella, o presidente do Sindicato Rural da capital, Cleber Vieira, o vice-prefeito Sebastião Melo, dirigentes da Farsul e convidados, e o chefe de Gabinete do governador, João Carlos Mocellin. A sanção do projeto de lei foi publicada no Diário Oficial do Estado do último dia 21. Já foram reconhecidos como símbolos do Estado o cavalo crioulo, a gaita e o churrasco.


O laço


Conforme a lei, entende-se por laço a corda feita de tiras de couro cru, bastante comprida, chegando a ter 15 braças. É de grande utilidade nas lidas do campo e compreende quatro partes distintas: a argola, a ilhapa, o corpo do laço e a presilha. Foi introduzido pelos índios guaranis e até hoje é usado, com forte representação na identidade do povo.


A estátua do Laçador, por exemplo, é símbolo do Rio Grande do Sul e da sua capital, Porto Alegre, reconhecido oficialmente por meio da lei estadual 12.992/08 e da lei complementar municipal 279/92.


Em sua origem, o laço surgiu em virtude da necessidade de capturar as manadas de gado, que foram a base econômica da então província de São Pedro, por fornecer a carne como alimento e a coura para as habitações e utensílios. Também era indispensável na captura de cavalos selvagens. 



Texto: Heron Vidal/Palácio Piratini
Edição: Cristina Lac/Secom 

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