Créditos: Divulgação
Desde o
ano passado o Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo vem sendo alvo de
operações deflagradas pela Policia Federal. Em 2017 foi a Operação “Florence” e
neste ano de 2018 a Operação “Efeito Colateral”. As suspeitas começam a se
confirmar e ao que tudo parece, os problemas até agora apontados, são pequenos
perto do que realmente acontece no São Vicente.
Desvio de dinheiro público do SUS, enriquecimento ilícito,
compra de materiais usados em próteses e órteses, envolvendo milhões de reais,
com eventual vantagens escusas a alguns profissionais, estariam entre as
irregularidades. Também há fortes indícios de que no setor de oncologia do
hospital haja ilicitudes, inclusive com a vinculação de uma empresa prestadora
de serviço com profissionais desta área.
Informações apuradas pela Rádio Uirapuru dão conta de que o HSVP
há alguns anos contratou o especialista Dr. Alberto Kaemmerer para
redimensionar e reestruturar os mais variados setores de atividade em cada área
médica dentro do São Vicente. Pois a dívida do hospital “consolidada” era e é
muito séria e preocupante.
A partir daí com o passar do tempo a maioria dos médicos se
revoltou contra desmandos praticados, pois o contratado, num primeiro momento
para salvar o hospital, estaria desvirtuando àquele propósito.
A comunidade diariamente questiona a Uirapuru, como meio de
comunicação, informações a respeito da real situação que vive o São Vicente,
uma vez que o hospital é de todos. Não só de Passo Fundo, mas de 2,5 milhões de
pessoas. É referência nacional em diagnóstico e resolutividade nas mais
variadas áreas. Isso é inegável, inquestionável e sempre merecerá
reconhecimento geral desde o cidadão mais comum ao mais graduado doutor da área
médica.
Polícia Federal
A Polícia Federal não está passando informações acerca das
investigações.
Hospital São Vicente
Enquanto isso a população torce pelo hospital. O HSVP tem uma
história e legado secular de serviços, construídos a partir de uma formatação
baseada na humanidade, ética e bons princípios; assim formando e selecionando
profissionais numa matriz de competência norteada pelo conhecimento, habilidade
e atitude. Estes parâmetros de gestão é que levaram o HSVP a este patamar de
consagração, possibilitando ter estes índices inigualáveis de número de
pacientes atendidos dentro de sua limitada estrutura.
Relembre as operações:
Operação “Florence”
Dia 08 de junho de 2017 foi a Operação Florence, que apura o
possível enriquecimento ilícito de um funcionário do HSVP. Conforme a
Polícia o investigado adquiriu patrimônio incompatível com sua renda,
proveniente do recebimento de valores a título de “comissões” pagas por
empresas fornecedoras de material cirúrgico hospitalar. O valor pode
ultrapassar R$ 1 milhão. Parte dessas “comissões” podem estar vinculadas ao
fornecimento de materiais para procedimentos cirúrgicos realizados através do
SUS, configurando o crime de corrupção passiva.
Operação “Efeito Colateral”
Recentemente no dia 20 de março de 2018, uma nova operação
“Efeito Colateral”, que investiga possível desvio de recursos públicos do SUS
repassados ao Hospital São Vicente de Paulo. De acordo com a PF, as
investigações iniciaram no mês de agosto de 2017 para apurar a legalidade de
repasses de recursos do Hospital para uma empresa de fachada (ramo de
consultoria) localizada em Florianópolis. Diligências realizadas apontam que o
titular dessa empresa seria um “laranja”, supostamente vinculado a um funcionário
da administração do Hospital. A Operação Efeito Colateral investiga o crime de
corrupção, visto que gestor desta modalidade de recurso é equiparado a
funcionário público.
Sobre a matéria divulgada pela Rádio Uirapuru, o Hospital São
Vicente de Paulo emitiu uma nota para a imprensa. Confira na íntegra em anexo:
Fonte:
Rádio Uirapuru | Passo Fundo
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