Informações de dentro do Sindicato indicam que
o ex-presidente quer acompanhar missa em homenagem a Marisa | Foto: Daniel
Teixeira / Estadão Conteúdo / CP
Dois emissários do ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva negociam com a Polícia Federal os termos para que o petista seja
preso. Ainda não há uma decisão sobre como será o procedimento a ser adotado. O
canal de comunicação entre a defesa de Lula e a PF, uma das exigências do
despacho do juiz Sérgio Moro, foi aberto no final da tarde de quinta-feira.
Pela polícia, quem negocia é o delegado Igor Romário de Paulo, chefe da Lava
Jato em Curitiba.
A cúpula da Segurança Pública de São Paulo foi
informada por fontes próximas de Lula que o ex-presidente deve permanecer no
Sindicato dos Metalúrgicos até o final da missa em homenagem à mulher, Marisa
Letícia, que faria 68 anos neste sábado. Após a missa, os advogados informaram
aos negociadores que o presidente pretende se entregar em São Paulo.
Ao ex-presidente foi oferecido o prazo até as 17h
desta sexta-feira para se entregar após a expedição do mandado de prisão pelo
juiz federal Sérgio Moro no processo do triplex, que rendeu ao petista uma
condenação de 12 anos e um mês de reclusão. A PF não realiza prisão após as
18h, mas policiais ouvidos disseram à reportagem que caso o ex-presidente
resolva se entregar é possível recebê-lo em São Paulo para depois fazer sua
remoção para Curitiba. O avião da PF já se encontra no Aeroporto Internacional
de São Paulo, em Congonhas.
Nesta sexta-feira, as duas partes se falaram após
o término do prazo dado por Moro. A reportagem apurou que, em um primeiro
momento, os interlocutores de Lula relataram que o petista estava à disposição
da PF, mas que ele não iria se entregar. "Que venham me pegar", disse
a um aliado. A posição do petista era de que a PF teria que buscá-lo no
Sindicato dos Metalúrgicos, onde fez carreira. Entretanto, uma fonte da PF
afirmou à reportagem que a sinalização dos interlocutores do petista era de que
Lula se entrega, mas dentro do "tempo" dele. Um petista que está no
Sindicato dos Metalúrgicos com o ex-presidente disse que ele irá se entregar e
que os últimos detalhes estão sendo ajustados com os aliados mais próximos.
ESTADÃO conteúdo
Correio do Povo
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