Com um discurso forte, a presidente do PT falou
em luta até o final | Foto: Nelson Almeida / AFP / CP
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann,
afirmou na tarde desta sexta-feira, que o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva vai permanecer no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC,
junto com a militância do partido.
Segundo a
petista, ao permanecer no sindicato, mesmo após o fim do prazo dado pelo juiz
Sérgio Moro para que ele se entregasse, não está descumprindo nenhuma ordem
judicial. Ela ressaltou que decisão de Moro dava a opção a Lula, mas não o
obrigava. "O sindicato é um local público".
Com
um discurso forte, a presidente do PT falou em luta até o final. "Não
espere que a gente caminhe para o brete de cabeça baixa, como em um matadouro.
É aqui que estamos e ficaremos para mostrar ao Brasil a nossa luta".
Gleisi disse que haverá amanhã, na sede do
sindicato, às 9h30min, uma missa em homenagem a Dona Marisa, mulher de Lula que
faleceu no ano passado. A petista disse ainda que Lula decidiu ficar porque
ainda aguarda as manifestações da ONU e do Supremo Tribunal Federal (STF) em
relação a recursos que aguardam resultado.
Lula foi condenado no processo do triplex por
corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na primeira instância, Moro condenou o
petista a 9 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Na segunda instância,
após análise do recurso da defesa, os desembargadores do TRF4, em janeiro deste
ano, mantiveram a condenação e aumentaram a pena para 12 anos e 1 mês e
orientaram que a prisão fosse cumprida após exauridos os recursos cabíveis.
Em março o TRF4 negou os embargos de declaração
da defesa do ex-presidente. Na madrugada da última quinta-feira o STF, por 6
votos a 5, negou habeas corpus preventivo. No final do dia Moro determinou a
prisão.
Durante a sexta-feira os advogados do petista
ingressaram com um pedido de habeas corpus no STJ, que também foi negado. A
prisão de Lula foi decretada com base no entendimento do Supremo Tribunal
Federal (STF), fixado em 2016, que autorizou a execução provisória da pena de
condenados pela segunda instância da Justiça.
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Correio do Povo
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