Tricolor voltou a ter vantagem numérica e
aplicou 3 a 0 no Bento Freitas | Foto: Ricardo Giusti
O Grêmio mostrou, especialmente na reta final do
campeonato, que é, sem sombra de dúvida, o melhor time do Estado. Por isso, o
título conquistado diante de milhares de torcedores Xavantes neste domingo, no
Bento Freitas, é o resultado deste trabalho de um grupo obstinado em vencer. A
taça do Gauchão não era erguida pelo Grêmio desde 2010, por isso, a festa dos
jogadores, dirigentes e torcedores foi tão grande. O Tricolor não se intimidou
com um possível "caldeirão" em Pelotas e, com autoridade, goleou os
donos da casa por 3 a 0, gols de Cícero, Alisson e Léo Moura. O 37ª título
estadual tem a assinatura do técnico Renato Portaluppi e do timaço que já
coleciona conquistas.
Xavante pressiona, Tricolor controla
O Xavante teve aquele empurrão inicial da torcida
e pressionou para abrir o placar, mas não conseguiu quebrar a boa postura
defensiva gremista. Depois de controlar as ações, foi o Grêmio que gerou as
melhores chances da primeira etapa. Aos seis minutos, Jael mandou com perigo no
levantamento de Luan, tirando tinta do poste esquerdo. O Brasil respondeu aos
12, num belo chute de Alisson Farias. O atacante ajeitou na entrada da área e
disparou a bomba, que explodiu no ângulo esquerdo. Merecia o golaço, mas não
levou sorte.
O Xavante insistiu nas bolas erguidas na área,
mas Geromel e Kannemann seguraram as pontas para manter o zero no placar. Aí o
Tricolor assumiu as rédeas da partida. Aos 18, Everton fez grande jogada,
roubou no meio, meteu uma caneta no lateral e cruzou para Jael. O atacante não
conseguiu desviar para o gol, sob forte marcação. O Brasil tentou responder.
Num contra-ataque, Mossoró abriu para Calyson na frente da área, mas o garoto
chutou para fora.
Para administrar o resultado, o Grêmio passou a
tocar bem a bola e procurar espaços cirúrgicos, estocando nos erros do Xavante,
mas também gerando um bom intervalo sem lances de gol. Eles vieram mais no fim
da etapa.
Aos 39, Luan tentou tabela com Ramiro e o
zagueiro botou a mão na bola. O próprio Luan cobrou falta e fez parte da
torcida gritar gol. O chute forte deslizou pelo ângulo direito, mas estava pelo
lado de fora das redes. O craque perdeu mais um aos 41 minutos. Jael recebeu no
meio, escapou de dois marcadores e entregou com açúcar para Luan. Só que o
atacante chutou em cima de Pitol. Antes do intervalo, Alisson Farias tentou o
chute de fora da área, mas parou em defesa de dois tempos por Marcelo Grohe.
Expulsão e show tricolor na segunda etapa
As equipes voltaram sem modificações para a segunda
etapa. Logo, porém, o Xavante tornou uma chance de reação muito mais difícil.
Jael puxou contragolpe aos dois minutos e Leandro Leite matou a jogada com
falta. Levou o segundo amarelo e foi expulso, deixando o Brasil, como na
primeira partida da final, com 10 em campo.
Mesmo com
o prejuízo, a equipe de Pelotas ainda tentou um último ímpeto. Aos cinco
minutos, Lourency foi desarmado por Kannemann e sobrou para Ednei. O volante
mandou a "patada", mas parou nas mãos de Grohe. Dois minutos depois,
Kannemann errou um passe fácil e armou contragolpe. Calyson lançou Valdemir,
que entortou Geromel e chutou forte, mas sobre a meta.
A
partir daí, o Tricolor mandou e sem qualquer pressa de levantar a taça.
Trocando bolas com qualidade, Maicon e Arthur evitaram maiores riscos e
organizaram os ataques com precisão. Faltava o gol, porém.
Goleada para consagrar
A
primeira tentativa teve Everton e Luan desperdiçando, aos 9 minutos. Arthur
lançou o Cebolinha na cara do gol, mas ele chutou em cima de Pitol. Sobrou rebote
para Luan e sem goleiro o atacante chutou para fora. Everton tentou de novo aos
20, com um chute de fora da área. Pitol se atrapalhou, viu a bola quicar entre
as pernas, mas recolheu, evitando o frango.
Os
esforços do Xavante, contudo, não impediram mais uma vitória tricolor. E com
gol do homem de confiança de Renato. Cícero entrou no lugar de Luan para deixar
sua marca. Aos 35, Léo Moura disparou na linha de fundo e rolou para Thonny
Anderson. O garoto chutou e ia para fora, mas Cícero se atirou na bola e
fulminou para o 1 a 0.
Tinha
mais no estoque, e um estoque de excelente qualidade. Aos 40 minutos, Alisson
recebeu no lado esquerdo, escapou de um marcador e chutou entre dois zagueiros.
A bola foi reta, sem escalas no ângulo direito para um golaço digno de título e
o 2 a 0 consagrador. Léo Moura definiu o 3 a 0 antes do apito final
em linda assistência de Maicon nas costas da zaga. Era só correr para o abraço,
colocar a medalha no peito e erguer a taça.
Gauchão –
Final
Brasil de Pelotas (0)
Pitol;
Ednei, Leandro Camilo, Heverton e Bruno Collaço (Rafael); Leandro Leito,
Mossoró (Van Basty) e Valdemir; Calyson, Alisson Farias e Lourency
(Leo Bahia).
Técnico:
Clemer
Grêmio (3)
Grohe;
Léo Moura, Pedro Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon, Arthur, Ramiro (Alisson)
e Luan (Cícero); Everton e Jael (Thonny Anderson).
Técnico:
Renato Portaluppi
Gols: Cícero
(35min/2ºT), Alisson (40min/2ºT) e Léo Moura (44min/2ºT).
Cartões amarelos: Jael (G)
e Leandro Leite (B).
Cartão vermelho: Leandro
Leite.
Árbitro: Leandro
Vuaden.
Local: Bento
Freitas, em Pelotas.
Bernardo Bercht
Correio do Povo
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