terça-feira, 30 de julho de 2019

Polícia Civil trabalha para elucidar caso envolvendo adolescente de 14 anos em Coronel Bicaco



A Polícia Civil tomou conhecimento, nesta terça-feira, de um caso envolvendo um possível sequestro tentado contra uma adolescente de 14 anos em Coronel Bicaco. O fato teria ocorrido na Avenida Francisco Manoel Diniz, Centro, próximo ao Sadi Palace Hotel. Um áudio com o relato da mãe da vítima circulou pelos grupos de Whatsapp durante o final de semana, gerando preocupação na comunidade regional.

De acordo com a adolescente, que foi acompanhada da mãe até a Delegacia, dois indivíduos desconhecidos, tripulando um automóvel desconhecido e de placas também não conhecidas a abordaram, pedindo para que entrasse no carro. Ao se negar, a adolescente relata ter sido puxada pela blusa por um deles, que desceu do carro.  No momento, a menor gritou por socorro e uma pessoa interviu. Os autores fugiram.

A autoria e a intenção da dupla ainda é desconhecida. O Delegado Vilmar Schafer frisou à reportagem do Observador Regional que a probabilidade de que os indivíduos visavam um ato criminoso é alta, tendo em vista que se evadiram do local e que são pessoas estranhas à vítima.

Conforme o Delegado, a Polícia Civil trabalha como principal linha de investigação a hipótese de que, pelo modo de agir dos autores, os mesmos pretendiam raptar a menor para satisfação de algum interesse libidinoso. Outras linhas de investigação, evidentemente, não são descartadas.

O Delegado relatou, ainda, que foram mostradas diversas imagens de câmeras de videomonitoramento para a vítima, que não identificou nenhum veículo ou pessoa suspeita.

A Polícia Civil frisa que fica um alerta à comunidade, para que as pessoas não andem sozinhas à noite, e se andarem em via pública, que sejam vigilantes, procurem vias iluminadas e busquem abrigo ao menor sinal de perigo. Deve ser informada às autoridades qualquer movimentação estranha de indivíduos desconhecidos, sendo que o anonimato é garantido.


Fonte: Observador Regional

Golpista tenta aplicar golpe do falso aluguel em mensagens para a Rádio Alto Uruguai

Estelionatário enviou mensagens para contato de WhatsApp da emissora na última sexta-feira. Casos semelhantes também foram relatados por ouvintes nos últimos meses.

Informações detalhadas sobre o contato que tentou o golpe e conversa serão repassadas à Polícia Civil. (Foto: Thomás Silvestre/Rádio Alto Uruguai)

Um estelionatário mandou mensagens para o contato de WhatsApp da Rádio Alto Uruguai de Humaitá na tentativa de aplicar o golpe do falso aluguel. O golpista enviou a primeira mensagem para o celular da emissora por volta das 9h30min da última sexta-feira, dia 26. Sem se identificar, ele perguntou: “consegue fazer o depósito do dinheiro para mim hoje?”. Questionado sobre de quem se tratava, o estelionatário apenas respondeu: “sou eu, troquei de número, esqueci de te avisar”. Mais uma vez perguntado sobre sua identidade, o golpista se limitou a dizer: “aluguel”.

A fim de descobrir mais informações sobre o golpe, nossa equipe de reportagem fingiu saber de quem se tratava. Em seguida, o golpista indicou uma conta para depósito do suposto valor devido. Em pesquisa na internet, descobrimos se tratar de uma agência do Banco do Brasil na cidade de Osasco, situada na região metropolitana de São Paulo. Inclusive, o estelionatário indicou o nome do titular da conta e o CPF dele. A Polícia Civil acredita que a conta pode ser de um laranja ou comparsa. A reportagem parou de responder aos questionamentos e a conversa acabou encerrada.

Informações detalhadas sobre o contato que tentou o golpe e conversa serão repassadas à Polícia Civil. O número de telefone que enviou as mensagens para a Rádio Alto Uruguai possui prefixo (55), ou seja, teoricamente deveria ser de um morador do Rio Grande do Sul. No entanto, conforme a Polícia Civil, em lojas que comercializam chips telefônicos é possível adquirir números com prefixo de qualquer região do país, independentemente de onde resida o comprador. Não se descarta a possibilidade de o estelionatário ter invadido a conta de WhatsApp de outra pessoa e estar usando esse número para aplicar golpes.

A Delegacia de Polícia Civil de Humaitá já registrou casos semelhantes de tentativa desse golpe. Até o momento, não há registro de vítimas que tenham efetivado os depósitos. Uma ouvinte, moradora de Humaitá, relatou à reportagem ter recebido mensagens referentes ao golpe no início da tarde do último domingo, dia 28. Um casal humaitense também foi contatado por um estelionatário no último dia 25 abril. Tentativa de golpe idêntica também ocorreu com uma moradora de Sede Nova que procurou a Rádio Alto Uruguai para relatar o fato no dia 15 de julho. Em todos os casos, os golpistas utilizaram números com prefixo (55) e se fizeram passar por cobradores de aluguel.

Em pesquisa na internet, é possível verificar que o golpe da cobrança de aluguel ou de pedir dinheiro emprestado por WhatsApp fez vítimas neste ano na cidade de Primavera do Leste e região, no estado do Mato Grosso, e em Dourados, no estado do Mato Grosso do Sul. Recentemente também houve registro de tentativas do golpe em Cascavel, no Paraná. A Polícia Civil orienta que casos como este sejam denunciados para que os responsáveis possam ser identificados.


Fonte: Rádio Alto Uruguai

Três Passos: BM prende homem e apreende adolescente por tráfico de drogas

Mais detenções pelo crime de tráfico de entorpecentes em Três Passos

   Porções de maconha foram apreendidas pela BM (Foto: 7º BPM/Divulgação)

Na madrugada desta terça-feira (30), por volta de 01h15min, uma guarnição da Brigada Militar prendeu um homem e apreendeu um adolescente por tráfico de drogas. A prisão ocorreu no bairro Frei Olímpio, em Três Passos.

Após a abordagem dos envolvidos, foram apreendidos com ambos uma porção grande de maconha pesando 23,8 gramas e outras 16 porções pequenas pesando 31,34 gramas, totalizando 55,14 gramas de drogas apreendidas.


Fonte: Rádio Alto Uruguai (com informações da Brigada Militar)

MPF diz que chefe de Estado não pode manter sob sigilo dados sobre desaparecido político

Avaliação do órgão se refere a declarações de Bolsonaro sobre paradeiro de pai do presidente da OAB

Na segunda, Bolsonaro afirmou
Na segunda, Bolsonaro afirmou "conter a verdade" sobre paradeiro de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira 

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, avalia que a declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre o desaparecimento de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira - pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz - "reveste-se de enorme gravidade, não só pelo atrito com o decoro ético e moral esperado de todos os cidadãos e das autoridades públicas, mas também por suas implicações jurídicas".

Na segunda-feira, Bolsonaro fez comentário sobre a atuação do Conselho Federal da OAB, no episódio da tentativa de quebra do sigilo do advogado de Adélio Bispo, que o esfaqueou no dia 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG). O presidente queixou-se da Ordem e apontou para o pai de Felipe. "Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele. Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar a essas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro", disse.

Sofrimento


Em nota pública, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão ressalta que "raras situações provocam tanto sofrimento quanto o desaparecimento de um ente querido". "No Brasil, mais de 80 mil famílias se deparam, a cada ano, com a situação de desaparecimento, de distintas origens: problemas sociais, de saúde e desaparecimentos violentos", assinala a Procuradoria.

"Todas sofrem, quase sempre silenciosamente, essa dor perene, que não cessa enquanto não se descobre o paradeiro da pessoa querida". "O respeito a esse penar é um sinal de humanidade e dignidade, praticado por distintas civilizações e todas as religiões. O direito a um funeral é, aliás, parte essencial de qualquer cultura humana e sua supressão, um dos mais graves atos de crueldade que se pode impor a uma família", afirmam a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, e o procurador-adjunto Marlon Weichert.

A Procuradoria dos Direitos do Cidadão enfatiza que "o crime de desaparecimento forçado é permanente, ou seja, sua consumação persiste enquanto não se estabelece o paradeiro da vítima". "Qualquer pessoa que tenha conhecimento de seu destino e intencionalmente não o revela à Justiça pode ser considerada partícipe do delito."


Ainda de acordo com a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, "o desaparecimento forçado por agentes do Estado ou por pessoas ou grupos de pessoas agindo com a autorização, apoio ou aquiescência do Estado, é uma grave violação aos direitos humanos, conforme estabelecem duas convenções internacionais promulgadas e ratificadas pelo Brasil". "É um crime internacional quando praticado no contexto de uma perseguição generalizada e sistemática a uma população civil, nos termos do Estatuto de Roma."

A Procuradoria observa que "o desaparecimento forçado é um dos crimes internacionais que merece a mais severa sanção, posto que reúne diversas ações ilícitas que se originam com a prisão ou detenção ilegal, perpassam a prática de tortura, falsidade sobre o paradeiro, subtração de provas, obstrução da Justiça e, quase sempre, culmina no homicídio e na ocultação de cadáver". "Qualquer autoridade pública, civil ou militar, e especialmente o Presidente da República, é obrigada a revelar quaisquer informações que possua sobre as circunstâncias de um desaparecimento forçado ou o paradeiro da vítima", diz a nota pública.

O órgão do Ministério Público Federal ressalta que "embora seja grave o desaparecimento de pessoas por parte de organizações criminosas, é incomparavelmente mais sério quando perpetrado pelo Estado, responsável por cumprir a lei e garantir aos acusados proteção à vida e à integridade física, além da sua responsabilidade pela garantia dos direitos fundamentais do cidadão, tais como devido processo legal, presunção de inocência, inafastabilidade da jurisdição, proibição da pena de morte e proibição da tortura".

Crime contra a humanidade


No documento, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão relembra que o Brasil foi condenado, em duas oportunidades - nos casos Vladimir Herzog e Gomes Lund - pela Corte Interamericana de Direitos Humanos pela prática de crimes contra a humanidade e de graves violações aos direitos humanos durante a ditadura militar, sentenças nas quais foi determinado que o Estado promovesse a investigação, o julgamento e a punição pelos crimes de desaparecimento forçado de pessoas, execuções sumárias e tortura.

A Corte decidiu, inclusive, que a privação do acesso à verdade dos fatos sobre o destino de um desaparecido constitui uma forma de tratamento cruel e desumano para os familiares e, por si só, é uma grave violação aos direitos humanos. "A ditadura militar e sua decorrente violação de direitos humanos foram objeto da Comissão Nacional da Verdade (CNV), criada pela Lei nº 12.528/2011", acentua a Procuradoria. "Seu relatório é um documento legal produzido para elucidar fatos que possuíam versões conflitantes, conferindo a expressão da 'verdade estatal', a qual deve ser observada pelos órgãos da administração pública."

No documento, pontua a Procuradoria, consta que o desaparecimento forçado de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira foi investigado pela Comissão Nacional da Verdade, e, anteriormente, pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos e pela Comissão de Anistia. À época, o pai do presidente da OAB era funcionário público, com emprego fixo e integrava a Ação Popular. Ao contrário de outros militantes da época, não estava na clandestinidade, diz a Procuradoria. "Também não consta registro nessas comissões de que tivesse tido participação em algum ato da luta armada."

Fernando foi visto pela última vez quando deixou a casa de seu irmão, no Rio, em 23 de fevereiro de 1974. Provavelmente, foi preso junto com Eduardo Collier Filho por agentes do DOI-CODI do I Exército e, em momento incerto, transferido para o DOI-CODI do II Exército, em São Paulo, à época dirigido por Carlos Alberto Brilhante Ustra. A suspeita é que Fernando Augusto "tenha sido assassinado na Casa da Morte, em Petrópolis (RJ)".


A Comissão Nacional da Verdade, acrescenta a Procuradoria dos Direitos do Cidadão, concluiu que Fernando Santa Cruz foi "preso e morto por agentes do Estado brasileiro e permanece desaparecido, sem que os seus restos mortais tenham sido entregues à sua família. Essa ação foi cometida em um contexto de sistemáticas violações de direitos humanos perpetradas pela ditadura militar instaurada no Brasil em abril de 1964".

A Procuradoria observa, na nota pública, que "não é a primeira vez que o presidente da República se manifesta em aprovação à violação de direitos humanos na ditadura militar". "Em março de 2019 estimulou a celebração do golpe de Estado de 1964 e, em 19 de julho deste ano, expressou-se de modo deletério à jornalista Miriam Leitão, que foi vítima de prisão ilícita e tortura durante o regime militar."

"A jornalista estava grávida à época e foi submetida a sevícias diversas, durante 2 meses. Processada na Justiça Militar, foi absolvida. Naquela ocasião, o mandatário do Poder Executivo fez alusão a informações que contradizem as evidências até hoje colecionadas sobre as graves violações aos direitos humanos perpetradas a Miriam Leitão", pondera a Procuradoria.

Para órgão do Ministério Público Federal, as declarações de Bolsonaro são graves porque "a responsabilidade do cargo que ocupa impõe ao Presidente da República o dever de revelar suas eventuais fontes para contradizer documentos e relatórios legítimos e oficiais sobre os graves crimes cometidos pelo regime ditatorial". "Essa responsabilidade adquire ainda maior relevância no caso de Fernando Santa Cruz, pois o presidente afirma ter informações sobre um crime internacional que o direito considera em andamento."

A Procuradoria conclui a nota afirmando que não há sigilo sobre esses dados, conforme a Lei de Acesso à Informação", e que a Constituição "exige do Chefe de Estado que aja com moralidade, legalidade, probidade e respeito aos direitos humanos".


Por AE
Correio do Povo

Eduardo Leite disse esperar retratação de Bolsonaro sobre fala de morte do pai de Santa Cruz

Ele considerou lamentável a manifestação do presidente da República

Manifestação ocorreu após assinatura de decreto da desoneração da cadeia produtiva do vinho
   Manifestação ocorreu após assinatura de decreto da desoneração da cadeia produtiva do vinho 

O governador do Estado, Eduardo Leite, considerou, na manhã dessa terça-feira, "lamentável" a declaração do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a morte do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, durante a ditadura militar. "É de ser repudiada e é inclusive que se busque uma retratação", afirmou ele, após evento no Palácio Piratini.

Leite também destacou o trabalho da Comissão Nacional da Verdade, que investigou os fatos ocorridos durante o período militar. "Há uma Comissão da Verdade, há um grupo de pessoas que estudou, que analisou, e que identificou o que aconteceu naquele período. Isso precisa ser respeitado e é preciso respeitar a memória de pessoas que foram efetivamente perseguidas pelo regime militar. É um fato. Não há versões dessa história. É um fato estabelecido", disse o governador. Nessa terça-feira, o presidente questionou a veracidade dos documentos produzidos pela Comissão Nacional da Verdade, criada pela ex-presidente Dilma Rousseff.


Por Correio do Povo

Mulher fica ferida em acidente na Avenida Getúlio Vargas, em Santo Ângelo



Um acidente de trânsito foi registrado na manhã desta terça-feira (30), na Av. Getúlio Vargas próximo ao trevo de acesso da URI Santo Ângelo, zona norte do município.

Na oportunidade um veículo Saveiro que transitava no sentido norte/sul acabou colidindo na traseira de um cavalinho de carreta.
A condutora de 22 anos ficou ferida e foi encaminhada para atendimento no Hospital Santo Ângelo. Nomes não foram liberados pelas autoridades.

Danos de monta nos veículos.
  
Fonte: RADIOCIDADESA
Foto Internauta via Whatts

Motorista desvia de trator e capota caminhão na RS 307


   Internauta via Whatssap

Um caminhão Mercedes com placas de Cândido Godói, capotou na RS 307 entre Santa Rosa e Cândido Godói na tarde desta segunda-feira (29).

Segundo informação do motorista, ele perdeu o controle do veículo depois de desviar de um trator que estava parado para entrar na localidade de Linha 15 de Novembro, e colidir contra um veículo Gol de Santo Antônio das Missões. Ninguém ficou ferido com gravidade.


Fonte: Paulo Marques Notícias

Comissão Especial do governo reconhece que "Estado Brasileiro" causou morte de Santa Cruz

Bolsonaro atacou presidente da OAB questionando versão sobre assassinato do seu pai

Presidente afirmou que pai de Santa Cruz foi morto por guerrilheiros
   Presidente afirmou que pai de Santa Cruz foi morto por guerrilheiros 

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada ao governo federal, emitiu uma retificação de atestado de óbito de Fernando Santa Cruz, na semana passada, na qual reconhece que sua morte ocorreu "em razão de morte não natural, violenta, causada pelo Estado Brasileiro". A retificação foi emitida apenas cinco dias antes de o presidente Jair Bolsonaro atacar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, e colocar em dúvida a versão de que seu pai, Fernando, foi morto pelas Forças Armadas.

Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, ao qual a Comissão é vinculada, o atestado de óbito foi emitido pela Comissão e está "em trâmite o encaminhamento de petição da família ao cartório". "Caso o assento seja retificado até a data de 26 de agosto de 2019, a Comissão planeja entregar a Certidão à família nesta data, na cidade de Recife/PE", diz a nota da assessoria de imprensa da pasta.

No atestado de óbito, também consta que Fernando Santa Cruz morreu provavelmente no dia 23 de fevereiro de 1974, no Rio de Janeiro. "Conforme reconhecido às páginas 1.601/1.607, do Volume III, do Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade, instituída pela Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011, faleceu provavelmente no dia 23 de fevereiro de 1974, no Rio de Janeiro/RJ, em razão de morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro, no contexto da perseguição sistemática e generalizada à população identificada como opositora política ao regime ditatorial de 1964 a 1985", diz o documento.

O ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos também reforça que "Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira foi reconhecido como desaparecido político no ato de publicação da Lei 9.140, de 04 de dezembro de 1995, em seu Anexo I, linha 41" e que "sua família foi indenizada por meio do Decreto 2.081 de 26 de novembro de 1996".


Por Estadão Conteúdo
Correio do Povo

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Saída de pista envolve ônibus na BR 472 em Três de Maio


   Paulo Marques Notícias

Um ônibus com placas de Santa Rosa, saiu da pista na tarde desta segunda-feira (29), na BR 472 em Três de Maio. Ninguém ficou ferido.

De acordo com informações, por volta das 14h, o veículo que era ocupado pelo motorista e a esposa dele, era conduzido no sentido Santa Rosa/Três de Maio, e o condutor perdeu o controle da direção saindo da pista ficando suspenso em um barranco. O acidente aconteceu em frente a Floricultura Jacob, na localidade do Caravágio a cerca de um quilômetro do trevo de acesso a cidade de Três de Maio.

O casal que é morador do Estado do Paraná, comprou o ônibus hoje em Santa Rosa.



Fonte e Fotos: Paulo Marques Notícias

Rebelião em presídio do Pará deixa 52 pessoas mortas

Motim teve início quando detentos do bloco A invadiram anexo onde estão internos de grupo rival

Anexo com internos dos rivais foi trancado e presos atearam fogo no espaço
   Anexo com internos dos rivais foi trancado e presos atearam fogo no espaço 

Uma rebelião dentro do Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT), no Sudoeste do Pará, ocorre desde as 7h desta segunda-feira por causa de uma briga entre facções criminosas. De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), há pelo menos 52 mortos, dos quais 16 foram decapitados. Durante o motim, dois agentes prisionais foram feitos reféns, mas liberados após negociação.

Conforme a Susipe, o caso teve início quando detentos do bloco A, onde estão custodiados presos de uma organização criminal, invadiram o anexo onde estão internos de um grupo rival. Após, o local foi trancado e os presos atearam fogo no espaço. Assim, a fumaça invadiu o anexo, matando por asfixia. "A unidade é antiga, e abriga duas facções criminosas (Comando Vermelho e Comando Classe A). Nós não tínhamos relatório da nossa inteligência aportando um possível ataque, desta magnitude", disse um porta-voz do órgão.

O Grupo Tático Operacional da Polícia Militar está no local. A Polícia Civil, a Promotoria e o Juizado de Altamira também estão na unidade fazem vistoria no para recontagem de presos e apreensão de objetos que podem ter servido como armas nas decapitações. Segundo a Superintendência, 372 internos estão alocados no presídio, cuja capacidade é de 208 pessoas.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ministro Sergio Moro está acompanhando o caso, já conversou com o governador do Pará, Helder Barbalho, e deve tratar do assunto novamente em uma reunião nesta tarde.

Rebelião deixou sete mortos em 2018


Em setembro de 2018, sete detentos morreram e outros três ficaram feridos em uma rebelião no CRRALT. Durante o motim, um grupo de 16 presos tentou fugir da unidade, sem sucesso.  Segundo a Susipe, detentos da cela 3, do bloco A, tentaram fugir do presídio pela janela de ventilação do local. Os agentes prisionais de plantão flagraram a movimentação pelas câmeras de segurança e acionaram a Polícia Militar, que impediu a saída.

Os presos, então, correram em direção ao bloco do semiaberto e atearam fogo na sala do gerador de energia e no galpão de alojamento. No motim, parte das celas e das grades da unidade, além da enfermaria e da secretaria, foram depredadas. Ao todo, 120 presos participaram do motim.

Em maio de 2019, 55 presos foram mortos sob custódia no Amazonas, em celas de três presídios. As mortes, segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), ocorreram por enforcamento no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM1), em Manaus. Com quase 727 mil detentos registrados em 2016, o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, mas a capacidade nacional é de apenas 368 mil lugares.


Por AE e Correio do Povo

Homem é preso por estupro em Passo Fundo

A vítima, que seria namorada do acusado e apresentava lesões pelo corpo, relatou que teria sido estuprada pelo mesmo


A Brigada Militar prendeu um homem por estupro no bairro José Alexandre Zachia depois de ser deslocada até o local, onde localizou o acusado durante a prática do crime.

Ao chegar na residência onde o crime estaria sendo cometido a comunicante do fato indicou o quarto onde estavam autor e vítima que é menor de idade.

Ao perceber a presença policial o homem acusado de estupro resistiu a prisão e passou a tentar agredir os policiais que precisaram conter o acusado com o uso moderado da força.

No momento em que o homem preso era conduzido para a viatura, a irmã do mesmo passou a atirar pedras contra a guarnição, sendo então detida e conduzida juntamente com o acusado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento para registro do fato.

No momento do deslocamento para a DPPA, o preso passou a chutar a viatura causando danos no veículo.

A vítima, que seria namorada do acusado e apresentava lesões pelo corpo, relatou que teria sido estuprada pelo mesmo.

O registro foi efetuado na DPPA e remetida para a Delegacia da criança e adolescente que investigará o caso.


Por Leandro Vesoloski
Rádio Uirapuru | Passo Fundo

Joalheria é assaltada em Ametista do Sul

Dinheiro e relógios foram levados do estabelecimento

   Foto: Eder Calegari/Arquivo

A Joalheria Ametista de Ametista do Sul foi assaltadas na manhã desta segunda-feira, 29, por volta das 8 horas. A Polícia Civil está investigabdo o caso e recuperou uma motocicleta que havia sido usada no assalto. Segundo informações ao abrir o estabelecimento, a funcionária foi surpreendida por um elemento armado, de capacete, o qual exigiu que a mesma entregasse joias e relógios, assim como o dinheiro do caixa.

O bandido pegou os objetos, mais uma pequena quantia em dinheiro e fugiu de moto. Ele tinha a cobertura de mais um elemento, que ficou do lado de fora da joalheria e após o roubo este comparsa fugiu a pé.

Em conversa com o proprietário da Joalheria, este informou que as joias e os relógios têm identificação e assim, quem o receber ou comprar, também estará incorrendo num crime – receptação, e conta com a ajuda da população que poderá dar qualquer informação a policia.

*Com informações da Polícia Civil de Rádio Ponto Norte 


Folha do Noroeste

Governo publica regras de residência a médicos cubanos no Brasil

Profissionais poderão ficar por dois anos e solicitar residência permanente

Médicos cubanos poderão ficar por dois anos no Brasil
   Médicos cubanos poderão ficar por dois anos no Brasil 

Os cubanos que participaram do programa Mais Médicos poderão permanecer no Brasil, mesmo com o fim do convênio entre o país e Cuba. Uma portaria interministerial foi publicada no Diário Oficial da União, nesta segunda-feira, com regras para que os profissionais possam permanecer residindo no país.

O prazo de residência será de dois anos, de acordo com a portaria. A concessão está condicionada à apresentação de uma série de documentos à Polícia Federal. Após esse período, o imigrante também poderá solicitar a permanência por prazo indeterminado desde que não apresente registros criminais no Brasil e comprove meios para se sustentar no país. Ao migrante é garantido o "livre exercício de atividade laboral no Brasil, nos termos da legislação vigente".

Logo após a eleição de Jair Bolsonaro, o governo cubano decidiu deixar o convênio com o Brasil no âmbito do Mais Médicos. Quando candidato, o político disse que expulsaria os médicos do país. O país caribenho enviava profissionais para atuar no SUS desde 2013, quando o governo da então presidente Dilma Rousseff criou o programa para atender regiões carentes sem cobertura médica.

Desde a saída de Cuba do programa, disparou a falta de profissionais em áreas mais isoladas do país. Além disso, aumentou o pedido de refúgio de cubanos que pretendem permanecer no Brasil. A portaria ressalta que o registro perante a Polícia Federal implicam em "desistência expressa e voluntária de solicitação de reconhecimento da condição de refugiado".


Por Correio do Povo

Felino em extinção foi fotografado morto no interior de Crissiumal

Gato-Mourisco foi encontrado por moradores de Lajeado Tigre


Um felino ainda visto por vezes em nossa região, porém em extinção, assim como a maior parte dos gatos selvagens da América do Sul foi fotografado morto no interior de Crissiumal, na localidade de Lajeado Tigre, neste domingo. O animal se trata da espécie gato-mourisco. Não se sabe a causa da morte do mesmo.

O gato-mourisco trata-se de um felino que mede de 55 a 77 centímetros, e possui uma cauda que pode medir até 45 centímetros. Possui orelhas pequenas, mas com uma audição incrível. Tem uma coloração escura, o que o ajuda a se camuflar. Muito ágil, e os olhos desse animal são arredondados, e as pupilas bem definidas.

Este felino gosta de fazer das bordas dos rios, banhados e lagos o seu habitat, mas pode também ser encontrados em outros lugares com vasta vegetação.

Meses atrás o Guia Crissiumal havia postado uma matéria de um felino da mesma espécie morto por atropelamento na localidade de Santa Lúcia, no interior de Nova Candelária.


Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
Guia Crissiumal
Foto: Noeli Pott Grubler, especial para o Guia Crissiumal

domingo, 28 de julho de 2019

Morre a atriz Ruth de Souza aos 98 anos

Artista deixou seu nome marcado na história cultural brasileira

Ruth de Souza morreu aos 98 anos, no Rio de Janeiro
   Ruth de Souza morreu aos 98 anos, no Rio de Janeiro 

Morreu neste domingo, aos 98 anos, a atriz Ruth de Souza. Ela estava internada no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira, fez história e foi decisiva para o reconhecimento do artista negro no Brasil.

Ruth foi a primeira negra a subir ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e numa peça de Eugene O'Neill, “O Imperador Jones”. Ruth também foi pioneira no Teatro Experimental do Negro. Em 1948, estreou no cinema num papel de “Terra Violenta”, adaptado do romance “Terras do Sem Fim”, de Jorge Amado.

A atriz também foi uma das pioneiras da TV brasileira. Participou de programas de variedades e musicais no início das transmissões da Tupi, até adaptar para a televisão, com Haroldo Costa, a peça “O Filho Pródigo”, que havia encenado no Teatro Experimental do Negro. Em 1969 integrou o elenco da TV Globo onde se tornou a primeira negra a protagonizar uma novela: “A Cabana do Pai Tomás”. Seu último papel foi na minissérie “Se eu fechar os olhos agora”, exibido pela Globo neste ano.


Por Correio do Povo